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Trabalho Escravo

Princesa é presa por escravizar empregada doméstica

A princesa Meshael Alayban é uma das seis esposas de um dos netos do rei da Arábia Saudita.
A princesa Meshael Alayban é uma das seis esposas de um dos netos do rei da Arábia Saudita. AFP PHOTO / Office of the District Attorney in Orange County

A princesa saudita Meshael Alayban foi detida essa semana nos Estados Unidos por ter sequestrado e escravizado sua empregada doméstica. As autoridades estão investigando a possibilidade de mais quatro vítimas possíveis. A acusada, que é casada com um dos netos do rei Abdallah, pode ser condenada a uma pena de 12 anos de prisão.

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O caso foi descoberto quando a empregada doméstica, uma queniana de 30 anos de idade, fugiu do apartamento onde trabalhava em Irvine, na Califórnia. A jovem, que havia sido contratada na Arábia Saudita para trabalhar em troca de um salário de 1600 dólares mensais e dois dias de descanso semanais, tinha jornadas de 16 horas, servindo pelo menos oito pessoas em quatro apartamentos da residência de Meshael Alayban, uma das seis esposas de um dos netos do rei Abdallah. A empregada recebia 220 dólares por mês e não dispunha de nenhum dia de folga.

A princesa, que havia confiscado o passaporte da empregada, foi presa acusada de sequestro e tráfico de seres humanos, uma forma de escravidão moderna. Meshael Alayban pagou uma fiança de 5 milhões de dólares para deixar a cadeia, mas ainda corre o risco de uma pena de 12 anos de prisão. Durante o processo ela não pode deixar o condado de Orange, onde se situa Irvine, e será monitorada por um sistema de geolocalização.

O polícia também encontrou quatro empregadas domésticas filipinas no apartamento da princesa. Uma investigação foi lançada para saber se as mulheres, que tiveram seus passaportes guardados em um cofre pela patroa, também eram escravizadas.

Paul Meyer, o advogado da acusada, alegou que trata-se apenas de uma "mal-entendido contratual". O procurador Tony Rackauckas respondeu que “não se trata de um problema de contrato, e sim de alguém em cativeiro contra sua vontade”.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado todos os anos no mundo. 

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