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Justiça/Itália

Trio é condenado por contratar prostitutas para festas de Berlusconi

O apresentador da televisão italiana, Emilio Fede, condenado a sete anos de prisão por prostituição de menores.
O apresentador da televisão italiana, Emilio Fede, condenado a sete anos de prisão por prostituição de menores. REUTERS/Loris Savino

O tribunal de Milão condenou três amigos do ex-chefe de governo italiano Silvio Berlusconi nesta sexta-feira, dia 19 de julho, a sentenças de prisão por prostituição de menores e envolvimento no caso conhecido como Ruby bis, em alusão à adolescente marroquina que participava das festas na residência do ex-premiê.  No dia 24 de junho, Berlusconi recebeu a pena de sete anos de detenção no mesmo processo.

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O empresário e agente de modelos, Lele Mora, e o jornalista e apresentador de televisão, Emilio Mora, foram condenados a sete anos de prisão e estão proibidos de exercer cargos públicos. Já a ex-conselheira regional e ex-dentista de Berlusconi, Nicole Minetti, foi condenada a cinco anos de prisão.

Os três foram julgados por incitação à prostituição de jovens, entre elas a marroquina Karima El Marough, conhecida como Ruby, a única menor envolvida no escândalo. As garotas freqüentavam as festas organizadas na luxuosa Villa de Berlusconi em Arcore, perto de Milão.

Durante o julgamento, o juiz Pietro Forno classificou as festas como orgias imensas. Os três condenados rebateram, argumentando que os eventos em Arcore eram os mais corretos possíveis.

Compra de votos

Enquanto os amigos do ex-premiê italiano aguardavam seus vereditos em Milão, um juiz de Nápoles examinava o caso no qual Berlusconi é acusado de comprar votos de um senador.

Na corrida das eleições legislativas de 2006, a coalizão de esquerda dirigida por Romano Prodi tinha mais vantagens que a do ex-primeiro-ministro no Senado italiano. Alguns meses após o escrutínio, Sergio De Gregório, um dos senadores eleitos em um dos partidos da coalizão de Prodi, passou a apoiar Berlusconi - decisão acarretou na queda do governo de esquerda em 2008, dois anos após as eleições.

De acordo com o tribunal de Nápoles, cidade de De Gregorio, o ex-premiê italiano teria subornado o senador com 3 milhões de euros (cerca de 8,8 milhões de reais).

No entanto, a defesa de Berlusconi alega que o caso deve ser analisado em Roma, sede do Senado italiano. A audiência foi prorrogada para o dia 16 de setembro.

 

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