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Reportagem

Evangélicos da favela de Varginha respeitam momento histórico para a comunidade

Áudio 03:54
Favela de Varginha vai receber o papa Francisco na quinta-feira.
Favela de Varginha vai receber o papa Francisco na quinta-feira. RFI

A pequena favela da Varginha, na zona norte do Rio de Janeiro, se prepara para receber a visita do papa Francisco na quinta-feira. O pontífice vai visitar uma humilde capela e pronunciar um discurso em um palco improvisado em um campo de futebol.

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Na comunidade, também há muitos fiéis evangélicos, que embora não sigam o líder católico, dizem respeitar o momento histórico que vive o local, como o aposentado Manuel Carvalho. “Tenho uma consideração pelo papa, porque ele é o representante de Deus para eles, assim como nós também temos os nossos”, disse.

A dona de casa Cristina Magalhães garante que, em Varginha, as divergências entre católicos e evangélicos dão lugar a uma convivência harmônica. “Muitas vezes as pessoas acham que nós, evangélicos, descriminamos os católicos, mas não é isso. A gente se respeita; a maioria dos meus amigos é católica”, comentou. “Eles estão muito felizes por receber o papa, e a gente também.”

Este é o caso do aposentado Manuel Carvalho. “Tenho uma consideração pelo papa, porque ele é o representante de Deus para eles, assim como nós também temos os nossos”, disse. A dona de casa Cristina Magalhães garante que, em Varginha, as divergências entre católicos e evangélicos dão lugar a uma convivência harmônica. “Muitas vezes as pessoas acham que nós, evangélicos, descriminamos os católicos, mas não é isso. A gente se respeita; a maioria dos meus amigos é católica”, comentou. “Eles estão muito felizes por receber o papa, e a gente também.”

O morador Geraldo Pedro de Freitas acompanha os preparativos para a ilustre visita e comemora que este acontecimento trouxe melhorias para todos. “Eu não tenho nada a ver com a religião de ninguém. E tudo aqui melhorou muito: está tudo limpo, taparam buracos, trocaram lâmpadas. Está ótimo”, conta.

A favela de Varginha foi pacificada há sete meses pela polícia carioca. O pastor Eliel Magalhães, da Assembleia de Deus, comenta que as igrejas católica e evangélica trabalharam juntas para ajudar os dependentes químicos que moravam por ali. “A igreja como um todo fez o que pôde para tirar as pessoas daqui, levá-las paras casas de recuperação. Tanto a católica quanto a evangélica trabalharam muito para isso”, relata.

O sociólogo das religiões João Décio Passos, da PUC de São Paulo, avalia que apesar da empatia que o papa Francisco possa despertar entre os evangélicos, dificilmente será capaz de reverter a perda de fiéis que a igreja católica enfrenta no Brasil. “Qualquer pergunta sobre essa mobilidade religiosa, que sai do mundo católica e vai para as igrejas pentecostais, tem de ser olhada sob um pano de fundo sociológico. Sinceramente tenho dúvida se, na cabeça do povo, um papa mais conservador, como o Ratzinger; ou um mais simples, como o Francisco, tem um papel em uma reconversão religiosa. Acho que não”, observa.

O Brasil é o maior país católico do mundo, com mais 123 milhões de seguidores, o equivalente a 64,6% da população.

Para escutar a reportagem completa, clique em “ouvir”, acima.

 

 

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