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Reportagem

Jovens explicam motivações para serem católicos praticantes

Áudio 04:01
Os perefrinos Carolina de Souza Caetano e Victor Borges concodam com as posições conservadoras da igreja.
Os perefrinos Carolina de Souza Caetano e Victor Borges concodam com as posições conservadoras da igreja. RFI

Eles estão em plena fase de questionamentos sobre a vida e de autoconhecimento, e neste caminho de descobertas, optaram pela via da fé em Deus e Jesus Cristo. A RFI conversou com alguns dos milhares de jovens que estão no Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude para descobrir as suas motivações para se tornarem católicos praticantes, enquanto a igreja se recusa a modernizar suas posições em questões polêmicas como o casamento homossexual ou o aborto.

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A estudante de Direito Carolina de Souza Caetano, 24 anos, passou por várias religiões antes de escolher a católica. “Fui evangélica até os oito anos, depois passei pela umbanda, pelo espiritismo. Mas foi no catolicismo que eu me senti melhor”, afirma.

O estudante de engenharia do petróleo Victor Borges, 26 anos, acabou virando católico praticante por influência dos amigos. Ele está empolgado com as mudanças que o papa Francisco tenta fazer no Vaticano, ao implantar uma imagem de mais simplicidade da igreja. “A igreja sempre teve uma imagem de riqueza que o papa Francisco mudando através das roupas mais simples, dos hábitos dele.”

A francesa Clementine Donnefort, 18 anos, acha que a imagem de rigidez que a igreja passa acaba assustando muitos jovens. “As pessoas acham que a só fica rezando. Não é assim”, conta. “O importante é fazer o bem no dia a dia, e não ir à missa todos os domingos.”

Natural de Marselha, Rachel Thomas, 17 anos, acha que a experiência na Jornada Mundial da Juventude pode ajudar os jovens a se encontrar ainda mais na religião. “Este encontro com jovens de vários países está tendo um sentido espiritual muito forte para mim. Eu vi como o catolicismo pode se apresentar em tantos países diferentes, e isso enriquece a nossa fé”, explica.

Já nos temas polêmicos, os jovens ouvidos pela reportagem não abrem mão da posição do Vaticano: todos não aceitam nem o aborto nem o casamento homossexual, como Carolina Caetano. “Eu não aprovo, mas respeito. Não é a igreja que tem de se adaptar às pessoas, mas as pessoas que se adaptam às regras da igreja”, argumenta.

Para escutar a reportagem completa, clique em “ouvir”.
 

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