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Crise/Europa

Espanha e Itália vendem e alugam imóveis para aumentar receita

Preços dos imóveis na Espanha continuam a cair
Preços dos imóveis na Espanha continuam a cair Heino Kali /Reuters

Dois países europeus apostam tudo na exploração de seu patrimônio para encher os cofres públicos e sair da crise econômica. Enquanto a Espanha lançou uma "promoção de imóveis", a Itália está alugando alguns dos locais que são na lista dos patrimônios mundiais da humanidade da Unesco.

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O governo espanhol lançou a maior operação de liquidação imobiliária de sua história e colocou à venda mais de 15 mil imóveis - o que corresponde a 27% do patrimônio do país. A medida tem o objetivo de relançar as receitas do país em uma grave crise econômica desde 2008.

As ofertas incluem palácios, um hospital militar do século passado, parques naturais e até mesmo um aeroporto na ilha de Minorca, no arquipélago das ilhas Baleares, no sul da Espanha.

No ano passado, os investidores já haviam comprado uma dezena de imóveis no centro de Madri e, com as vendas, o Estado conseguiu arrecadar 88 milhões de euros - cerca de 260 milhões de reais. Com essa nova operação, a Espanha aumentou o número de ofertas e baixou consideravelmente os preços destas propriedades que pretende liquidar até 2015.

Já a Itália lançou um programa de aluguéis de monumentos famosos, alguns deles seculares. O objetivo do governo italiano é arrecadar fundos para a restauração desses tesouros, já que manter esse patrimônio custa muito caro para os cofres do Estado.

Assim, o governo oferece a possibilidade de fazer uma festa privada no anfiteatro de Pompeia, que é o mais antigo do país, um jantar em companhia de uma obra do Michelangelo, ou tomar um aperitivo no famoso monastério de Capri. Opções não faltam, já que a Itália é o país que conta com o maior número de bens e locais inscritos na lista da Unesco de patrimônios mundiais da humanidade.
 

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