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Fato em Foco

Rápida recuperação de Kate Middleton reabre discussão sobre partos normais

Áudio 05:19
Kate Middleton deixou a maternidade um dia após dar à luz George Alexander Louis, por parto natural, nesta terça-feira, dia 23 de julho.
Kate Middleton deixou a maternidade um dia após dar à luz George Alexander Louis, por parto natural, nesta terça-feira, dia 23 de julho. REUTERS/Suzanne Plunkett

O ânimo e a boa aparência da duqueza de Cambridge, Kate Middleton, ao sair da maternidade um dia após dar à luz o bebê real na terça-feira, acendeu as sobre as vantagens do parto normal. O procedimento ainda enfrenta muita resistência no Brasil, onde a percentagem de cesáreas realizadas chegam a 80% na rede privada. Já no SUS - Sistema Único de Saúde do Brasil, a taxa é de 36,8%, embora a Organização Mundial da Saúde recomende que somente 15% dos partos sejam feitos por cesarianas.

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O presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, Etelvino de Souza Trindade, explica porque há muito motivos para que o número de partos naturais ainda seja baixo no Brasil, como a falta de leitos nas maternidades dos hospitais. “Se a paciente entra em trabalho de parto e procurar um local para se internar, ela não consegue vaga. Por outro lado, se a cesariana está programada, a vaga fica garantida”, diz.

Outros motivos também facilitam escolha das cesáreas, como a formação dos médicos direcionadas para o procedimento cirúrgico, além de outros tabus ligados aos partos naturais. “A mulher brasileira preserva muito o estereótipo de beleza e de funcionalidade sexual e existe um medo que ela fique com a estrutura genital deformada” – uma idéia sem fundamento, explica Dr. Trindade.

Na Europa, o panorama é diferente. No Reino Unido, apenas um quarto dos partos são cesáreas. Na França, esta taxa é de 20%. E nos países do norte da Europa apenas 14% recorrem a cesarianas.

A produtora de televisão Mariana Feijóo mora em Londres, onde ganhou seu bebê por parto natural há poucos meses. Ela teve complicações e ficou 29 horas em trabalho de parto, mas a equipe médica rejeitou a possibilidade de realizar uma cesárea já que no país só em casos extremos se recorre a este procedimento.

“Eles são tão a favor que eles preferem ter alguém ocupando um quarto por 30 horas do que recorrer a um procedimento cirúrgico. Para eles, não existia nenhuma justificativa médica que os levassem a recorrer a uma operação abdominal de grande porte”, relembra.

Grávida e diante da imposição das cesarianas no Brasil, Priscila Guedes resolveu realizar um documentário sobre partos naturais. “Hanami – O Florescer da Vida” ficou célebre nas redes sociais do mundo inteiro por mostrar as desvantagens das cesáreas. “Eu fiquei sabendo o quanto as mulheres são treinadas pelos próprios médicos para terem medo de sentir dor, de parir. As indústrias do parto lucram com as cesarianas”, observa.

 

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