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Imprensa

Jornais divergem sobre reforma da aposentadoria na França

Discussão sobre reforma da aposentadoria é debate principal dos jornais franceses desta terça-feira, 6 de agosto de 2013.
Discussão sobre reforma da aposentadoria é debate principal dos jornais franceses desta terça-feira, 6 de agosto de 2013. Ojo Images/Getty

A economia voltou a ganhar destaque nos jornais franceses. Ontem o Fundo Monetário Internacional lançou um relatório detalhando os problemas e os pontos fortes da economia francesa, mas, o conservador Le Figaro, que é bastante crítico ao governo socialista, escolheu realçar os problemas da economia francesa.

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A manchete do Figaro enfatiza que o FMI defende reformas na França, sobretudo no regime de aposentadoria e no mercado de trabalho. O jornal coloca logo na capa o trecho do relatório que diz que a França é bloqueada por uma "rigidez estrutural" que leva a uma "perda progressiva da competitividade". A receita do Fundo, explica o jornal, recomenda uma diminuição dos encargos sociais nos salários, o prolongamento do tempo de contribuição para a aposentadoria e uma maior flexibilidade entre o salário e a jornada de trabalho, um remédio que pode ser amargo para o governo socialista e também  para a esquerda francesa.

O jornal comunista L'Humanité traz um especial sobre a questão da aposentadoria e o que essas reformas podem representar. Fiel à luta sindical, o jornal L'Humanité tem uma posição bem diferente da do Figaro. Segundo L'Huma, para ser justa, uma reforma da aposentadoria tem que ter uma participação maior do empresariado. Mas o jornal se questiona como o governo vai conseguir incluir esse item na reforma.

O jornal argumenta ainda que a classe trabalhadora está cansada de reformas sem substância. Sem uma maior contribuição das grandes empresas, avalia o jornal, as novas regras para a aposentadoria vão apenas sacrificar os trabalhadores. O diário comunista lembra ainda que as empresas que integram o CAC 40, principal índice da Bolsa de Paris, vivem um momento de fartura e de grandes lucros, mesmo no setor bancário que foi bastante atingido pela crise. Por isso, para o jornal, está mais do que na hora de dividir esse bolo.

Tunísia

O jornal Libération destaca o cenário internacional, mais precisamente a Tunísia, e a sua grave crise política pós-Primavera Árabe. O Libé noticia que a pressão popular contra o partido islâmico Ennahda é cada vez mais forte. Hoje, os manifestantes voltam às ruas para marcarem os seis meses do assassinato de Chokri Belaid, líder do partido da oposição Patriotas Democráticos.

Há duas semanas, o assassinato de outro membro da oposição fez aumentar a tensão no país. De um lado, o governo islâmico se recusa a renunciar e luta para manter a assembleia constituinte. Do outro lado, os opositores exigem um novo governo. Para especialistas ouvidos pelo jornal, as diferenças entre esses dois lados são muito profundas. E essas diferenças ultrapassam até mesmo as fronteiras políticas e são existenciais. Os dois partidos recusam a reconhecer um a existência do outro.
 

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