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Israel/Palestina

Israel liberta 26 presos palestinos, mas confirma 942 construções em Jerusalém Oriental

Israelenses protestam contra a libertação dos presos palestinos em Tel Aviv, nesta segunda-feira, dia 12 de agosto.
Israelenses protestam contra a libertação dos presos palestinos em Tel Aviv, nesta segunda-feira, dia 12 de agosto. REUTERS/Nir Elias

Um dia antes da retomada dos diálogos de paz entre israelenses e palestinos que recomeçam amanhã, em Jerusalém, Israel vai liberar, nesta terça-feira, dia 13 de agosto, 26 detentos palestinos, mas já anunciou pode voltar atrás e suspender a decisão, caso fracasse a segunda rodada de negociações com os palestinos. A libertação acontece no mesmo dia em que autoridades israelenses confirmaram a construção de 942 residências em assentamentos em Jerusalém Oriental.

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A decisão de libertação faz parte das negociações entre israelenses e palestinos, que estavam suspensas há três anos, e que foram retomadas no final de julho, em Washington. No total, 104 prisioneiros palestinos devem ser libertados. Destes 26 prisioneiros que recebem a liberdade hoje, 14 deles serão enviados para a Faixa de Gaza e 12 para a Cisjordânia. Enquanto as famílias se preparam para acolhê-los, israelenses contestaram ontem a resolução em uma manifestação em Tel Aviv.

A libertação acontece sob a tensão do anúncio, no domingo, da construção de mil e duzentas novas residências nas colônias israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. A resolução é condenada pelos palestinos, que alegam que só aceitam retomar a paz caso a colonização nesta região seja interrompida. Já a comunidade internacional considera ilegais esses assentamentos.

Autoridades israelenses confirmaram nesta terça-feira que o plano de construção de 942 assentamentos em Jerusalém Oriental já foi aprovado. O premiê Benjamin Netanyahu anunciou, através de seu porta-voz, Mark Regev, que não vai voltar atrás na decisão. "As contruções em Jerusalém e em outras colônias estão situadas em terrenos que permanecerão sendo israelenses", disse Regev.

O secretário de Estado americano, John Kerry, que foi o mediador da primeira rodada de negociações entre israelenses e palestinos no final de julho, em Washington, pediu ontem à noite que os palestinos "não reajam negativamente" ao anúncio da continuação da colonização. Kerry não participará desta segunda rodada de diálogos entre as duas partes que começa amanhã, mas acompanha o desenrolar das negociações da América do Sul, onde faz um giro esta semana.

 

 

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