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África do Sul/Chacina de Marikana

Um ano após massacre de mineiros, tensões sindicais seguem na África do Sul

Mineiros protestam diante da mina em Marikana, ao norte de Johanesburgo, na África do Sul, em 15 de agosto de 2013
Mineiros protestam diante da mina em Marikana, ao norte de Johanesburgo, na África do Sul, em 15 de agosto de 2013 REUTERS/Siphiwe Sibeko

Esta sexta-feira marca o primeiro aniversário da tragédia da mina de Marikana, no norte da Africa do Sul. Em 16 de agosto de 2012, a polícia abriu fogo contra mineiros, deixando 34 mortos e 78 feridos. Até agora, os responsáveis não foram identificados e as tensões sindicais que levaram à tragédia continuam vivas.

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Desde que aconteceu o massacre, dois grandes sindicatos - o moderado NUM, próximo do partido do presidente Jacob Zuma e o radical AMCU - têm disputado o apoio dos mineiros de forma violenta. Já aconteceu uma série de intimidações e assassinatos. A última vítima foi uma militante do NUM, executada na porta de sua casa no início desta semana.

Autoridades sul-africanas têm conclamado os líderes dos dois grupos a fazer declarações "responsáveis", para evitar o banho de sangue. Nesta linha, o AMCU convidou o sindicato rival a participar das solenidades que acontecem nesta sexta-feira no local da chacina, proposta imediatamente rejeitada pelo NUM, que acusa o AMCU de centralizar a cerimônia. Além de atos religiosos, está previsto um minuto de silêncio.

Criticado pela falta de resultados do inquérito policial sobre o massacre, Jacob Zuma não confirmou presença no evento, mas pediu que a sociedade aproveite a ocasião para fazer uma reflexão sobre a violência, que lembra os piores momentos do regime segregacionista do apartheid.
 

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