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Governo francês hesita em novo aumento de imposto para financiar aposentadoria

O primeiro-ministro francês,  Jean-Marc Ayrault durante encontro do Partido Socialista, em 25 de agosto de 2013.
O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault durante encontro do Partido Socialista, em 25 de agosto de 2013. REUTERS/Stephane Mahe

As opções do governo francês que serão discutidas com empresas e sindicatos de trabalhadores para financiar a reforma das aposentadorias no país são os destaques da imprensa nesta segunda-feira, 26 de agosto.

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O Aujourd'hui en France afirma em sua manchete que o governo francês está cheio de dúvidas sobre a cobrança de mais impostos para financiar a reforma das aposentadorias no país. A perspectiva de novo aumento acontece bem no momento em a equipe do primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault enfrenta um descontentamento generealizado por causa de sua política fiscal.

Mais impostos podem inibir a retomada do crescimento econômico, já bastante tímida, escreve o jornal. Segundo o Aujourd'hui en France, o governo está diante de um verdadeiro dilema: aumentar o imposto CSG, que financia a seguridade social, o que poderá pesar no consumo, ou aumentar o tempo de contribuição que poderá comprometer a competitividade das empresas? Seja qual for a opção escolhida, o governo vai insistir no caráter social da reforma, afirma o jornal.

O econômico Les Echos afirma que a opção de aumentar a cobrança do imposto CSG é cada vez mais contestada, por isso o governo avalia a opção de estender o tempo de contribuição. A decisão será tomada nos próximos dias, escreve o jornal lembrando que entre hoje e amanhã a equipe do premiê Jean-Marc Ayrault se reúne para discutir a reforma com representantes dos empresários e trabalhadores. Certo é que as idades para requerer o benefício, entre 60 e 62 anos, não mudarão, confirma o Les Echos.

O aumento do imposto CSG não agrada, foi o título escolhido pelo Le Figaro. Mesmo tendo dito ontem na televisão que nada foi ainda decidido, o jornal conservador garante que a alta deste imposto é bem provável. Em editorial, Le Figaro diz que o primeiro-ministro Jean-Marc Ayrault não tem o senso do ridículo.

O desemprego cresce, o déficit aumenta, a competitividade afunda, a delinquência explode, a educação nacional é decadente e a única resposta dele é mais imposto, escreve o Le Figaro.

Para o Libération esta semana vai ser decisiva para o presidente François Hollande. As decisões deverão ser tomadas agora, escreve o jornal em sua manchete. E cita três temas cruciais e simbólicos para a sequência do governo socialista: as reformas penal, da aposentadoria e o orçamento para 2014. Para o jornal, faltam acertar detalhes técnicos mas também políticos.

Depois, os dados estarão lançados e estas mudanças poderão definir os contornos dos próximos anos do governo Hollande e quem sabe, inverter a tendência do desemprego. Se o presidente perder esta chance, será muito difícil se recuperar antes do final do seu mandato em 2017, avalia o Libération.

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