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Reportagem

Países ricos contratam médicos estrangeiros para combater escassez

Áudio 04:51
Contratação de estrangeiros é uma das saídas para resolver escassez de médicos em países ricos.
Contratação de estrangeiros é uma das saídas para resolver escassez de médicos em países ricos. Getty Images/Burke/Triolo Productions

A polêmica dos médicos estrangeiros contratados pelo governo brasileiro só cresce. Mas a falta de médicos é um problema global e a contratação de profissionais estrangeiros é uma das estratégias utilizadas por muitos países ricos. No Reino Unido, hoje quase 40% dos médicos registrados são estrangeiros e boa parte vem de países pobres, como Libéria e Haiti, ou emergentes, como a Índia. Nos Estados Unidos, o índice de “doutores importados” é de 25,9%. Já a Noruega tem 16,3%.  

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A França também não foge do problema da escassez de médicos. São poucos médicos para muita demanda, com salários baixos, lugares remotos não muito atraentes e profissionais que se aposentam e não encontram substitutos. A contratação de médicos estrangeiros tem sido uma das soluções. Hoje quase 10% dos médicos registrados vêm do exterior.

Segundo o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos, em seu relatório anual publicado em junho, o aumento é constante do número de estrangeiros atuando como médicos no país, principalmente de africanos do norte e de europeus do leste.

O processo de revalidação do diploma passa por testes específicos na França, mas o conceito do médico estrangeiro não gera tanta discriminação, como nos contam profissionais vindos de outros países para se instalar no país. O dr. Paulo Rocha, cardiologista com 47 anos de carreira na França, explica que a prática é muito diferente, pois o médico acompanha o paciente de maneira mais abrangente, durante todo o tratamento. Ele apóia a importação de médicos estrangeiros no Brasil.

Já a oftalmologista Evelise Brandão atua na Holanda, onde passou por um longo processo de revalidação do diploma, que mudou com normas adotadas pela União Europeia.

A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que seja evitada a contratação de profissionais de países onde o índice de médicos por habitantes é menor que o do país de destino. O plano brasileiro segue essa indicação.

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