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Fukushima/Japão

Japão anuncia medidas urgentes para resolver acidentes em Fukushima

Vista aérea da usina nuclear de Fukushima Daiichi, onde foram detectados níveis de radiação 18 vezes acima dos índices previstos nas imediações.
Vista aérea da usina nuclear de Fukushima Daiichi, onde foram detectados níveis de radiação 18 vezes acima dos índices previstos nas imediações. Fotografia © Arquivo Reuters/Kyodo

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, anunciou nesta segunda-feira, dia 2 de setembro, que seu governo vai tomar medidas urgentes para colocar um fim nos acidentes frequentes na central nuclear de Fukushima. A Tepco, a empresa que administra a usina, anunciou neste domingo que o nível de radioação em um reservatório está 18 vezes maior do que o considerado normal.

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No fundo deste reservatório da central onde foi encontrada a água altamente contaminada, a quantidade de radiação poderia matar uma pessoa em apenas quatro horas. A Tepco ressaltou ontem que nenhum vazamento foi encontrado nesta cisterna em si, mas, no sistema que faz a ligação entre dois outros, foi registrado um novo escoamento de água radioativa.

A Autoridade japonesa de Regulação Nuclear (NRA), por sua vez, afirmou que pode despejar no Oceano Pacífico os resíduos contaminados da central desde que seus níveis de radiação estejam inferiores aos considerados perigosos. Eles alegam que logo não será mais possível armazenar este material, que é proveniente dos refriamentos dos reatores de Fukushima, e que será necessário despejá-lo em algum lugar. No entanto, a medida só será tomada depois que esta água altamente radioativa passar por um processo de descontaminação.

Segundo a secretária geral do governo, Yoshishide Suga, as medidas urgentes para resolver o problema do excesso de radiação e vazamentos nos reservatórios de Fukushima devem ser apresentadas amanhã.

A central nuclear, localizada na costa nordeste do Japão, foi atingida por um tsunami em março de 2011. A catástrofe é considerada como a mais grave depois de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. O governo japonês e a Tepco vêm trabalhando na resolução dos problemas em consequência do acidente, mas, nos últimos meses, os anúncios de vazamentos em Fukushima e de despejamento de milhões de toneladas de material radioativo no oceano Pacífico têm sido cada vez mais frequentes.
 

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