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Reportagem

Beijo gay em público é ato militante e não dá cadeia na França

Áudio 02:36
O beijo militante de Christophe Najdovski, candidato ecologista a prefeitura de Paris.
O beijo militante de Christophe Najdovski, candidato ecologista a prefeitura de Paris. Christophe Najdovski ‏@C_Najdovski

Se no Brasil um beijo gay em público pode dar cadeia, na França ele é considerado um ato militante. Ativistas franceses que lutam contra a homofobia condenam a reação do deputado federal evangélico Marco Feliciano que mandou prender duas jovens que se beijaram durante um culto religioso, no último domingo.

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Com a colaboração de Mélanie Nunes para a RFI

O advogado das duas mulheres, Daniel Galani, disse que vai processar Feliciano e levar o caso a Câmara dos Deputados. No twitter, o deputado, que é presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara, defendeu a ação da Guarda Municipal e disse que as jovens cometeram crime. Ele citou o artigo 208 do Código Penal que prevê pena de um mês a um ano de prisão, ou multa, para quem perturbar um evento religioso.

O advogado francês Jean-Bernard Geoffroy, presidente da rede de ajuda de vítimas de agressões e discriminações, RAVAD, denuncia a ação de Feliciano. Ele diz que é importante se mobilizar pela descriminalização universal da homossexualidade.

Para lutar contra discriminação gay, cada vez mais ativistas organizam os chamados "Sit-Kiss", quando uma multidão de casais se beija, mas sempre homens com homens e mulheres com mulheres.

O último “beijaço” organizado na França aconteceu em frente à embaixada da Rússia em Paris, no dia 8 de setembro. Durante o evento contra a lei russa ‘anti-gay’, o vereador parisiense Christophe Najdovski que é candidato a prefeito da capital francesa pelo partido Verde, decidiu beijar outro político. Ele é heterossexual e reivindica seu ato militante.

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