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França/Mali

Corpos dos jornalistas da RFI mortos no Mali chegam à França

Os corpos de Ghislaine Dupont et Claude Verlon chegaram ao aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle, às 6 horas da manhã desta terça-feira.
Os corpos de Ghislaine Dupont et Claude Verlon chegaram ao aeroporto de Roissy-Charles-de-Gaulle, às 6 horas da manhã desta terça-feira. AFP PHOTO / FRED DUFOUR

Os corpos dos dois jornalistas da RFI assassinados sábado no Mali chegaram esta manhã a Paris. O avião transportando Ghislaine Dupont e Claude Verlon pousou no aeroporto Charles de Gaulle Roissy às 7h no horário local, 4h em Brasília. As famílias da jornalista e do técnico, assim como o presidente François Hollande, os ministros das Relações Exteriores e da Cultura, colegas da RFI e amigos, estavam no aeroporto.

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A direção da RFI acompanhou o repatriamento dos corpos no voo da Air France (AF 3873) que deixou a capital do Mali, Bamako, tarde na noite dessa segunda-feira, três dias após o duplo assassinato não reivindicado até o momento.

Uma cerimônia íntima foi realizada ainda no aeroporto com a presença do presidente François Hollande, do chanceler Laurent Fabius, familiares dos dois jornalistas e um grupo restrito de funcionários do grupo France Media Monde do qual a Rádio França Internacional faz parte.

A cerimônia foi cheia de emoção e o presidente Hollande proferiu algumas palavras de conforto para a família. Ele saiu do aeroporto sem dar entrevistas.

Um minuto de silêncio será observado ao meio e dia e meio, pelo horário aqui de Paris, na sede do grupo France Media Monde, em Issy-les-Moulineaux, na região parisiense. Amanhã os dois jornalistas receberão homenagens públicas de outros veículos da imprensa francesa em local ainda a ser definido.

Os corpos de Ghislaine Dupont e Claude Verlon vão ser encaminhado ainda hoje para o Instituto Médico Legal de Paris para uma autópsia. Vale lembrar que a justiça francesa abriu um processo para investigar a morte dos dois jornalistas

Investigações

Militares franceses teriam detido cinco suspeitos na região de Kidal, segundo fontes malinesas. Eles teriam sido levados para uma base militar francesa em Gao. Os suspeitos não estariam diretamente relacionados com os crimes, mas podem ajudar a identificar os responsáveis.

O ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, informou que os serviços de inteligência estão em ação no norte do Mali em busca de um homem que foi visto nas proximidades do local onde os corpos foram encontrados crivados de balas. Ontem o presidente malinês Ibrahim Boubacar Keita disse que os dois países estão empenhados para que a investigação leve aos culpados pelos crimes.

Em entrevista esta manhã nos estúdios da RFI, Laurent Fabius confirmou o reforço militar francês na região de Kidal, onde Ghislaine e Claude foram sequestrados e assassinados.

"A instrução foi dada para que 150 militares partissem do sul do Mali para se dirigir a Kidal, para reforçar a presença e a segurança", disse Fabius.

O chanceler esclareceu que a decisão do presidente Hollande não muda o calendário da presença e retirada das tropas francesas no Mali. Cerca de 3 mil homens estão no país e devem permanecer até as eleições legislativas. O primeiro turno está previsto no dia 24 de novembro. Depois começa a retirada gradual até 1.000 militares permanecerem no país para combater o terrorismo de grupos extremistas.

 

 

 

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