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Índia/Espaço

Índia lança sonda "low cost" para explorar Marte

O foguete com a sonda para explorar Marte decolou nesta terça-feira do sul da Índia.
O foguete com a sonda para explorar Marte decolou nesta terça-feira do sul da Índia. REUTERS/Babu

A Índia enviou nesta terça-feira ao espaço um foguete com uma sonda à bordo com destino ao planeta vermelho. Se a operação for bem sucedida, o país será o primeiro da Ásia à se aproximar de Marte utilizando uma tecnologia de baixo custo.

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Transmitida ao vivo pela televisão pública indiana, a decolagem aconteceu às 14hh38 pelo horário local da base espacial de Sriharikoa, no Golfo de Bengala, no sul do país. O foguete lançador de 350 toneladas tem  uma sonda de 1,3 tonelada embarcada que deverá levar cerca de 1 ano para chegar à Marte, planeta situado a 200 milhões de quilômetros de distância da Terra.

Segundo a agência espacial indiana, a sonda girou em órbita da Terra pelo menos meia hora após a decolagem. Sua trajetória foi acompanhada nesta terça-feira por dezenas de cientistas na sala de controle. Eles testemunharam um dos mais ambiciosos projetos desde o início do programa espacial indiano, em 1963.

A missão foi anunciada há 15 meses pelo primeiro-ministro Manmohan Singh pouco tempo depois do fracasso de uma missão espacial chinesa. A sonda russa levando o satélite chinês Yinghuo-1 nunca conseguiu manter sua trajetória para Marte.

Tecnologia barata

Concebida e produzida em tempo recorde, e com um orçamento reduzido, a sonda indiana carrega sensores com o objetivo de identificar a presença de metano na atmosfera de Marte, o que pode confirmar a hipótese de vidas primitivas neste planeta.

Um sucesso da sonda seria motivo de muito orgulho para este país de 1,2 bilhão de habitantes. Em 2008, uma missão permitiu detectar a presença de água na Lua. Uma bem sucedida missão também confirmaria a reputação da Índia como um país inovador em matéria de tecnologia de baixo custo. O país já produz o carro mais barato do mundo.

A missão para Marte, iniciada em 2012, custou o equivalente a 55 milhões de euros e foi baseada num sistema conhecido como “jugaad”, que consiste em encontrar uma solução pelo menor preço possível.

 

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