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A França está virando racista, questiona a imprensa

Capa dos jornais franceses Libération e Aujourd'hui en France desta quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Capa dos jornais franceses Libération e Aujourd'hui en France desta quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Assuntos econômicos e o recrudescimento do racismo, que retorna com força ao debate público na França, estão em destaque nas manchetes de hoje. O jornal Libération publica entrevista com a ministra da Justiça Christiane Taubira, que é negra. Ela tem sido alvo de preconceito racial tanto de políticos adversários como de franceses, nas redes sociais e nas ruas.  

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Os jornais Libération e Aujourd'hui en France dão destaque aos insultos racistas direcionados à ministra. O Libération lembra que há dez dias uma menina de 12 anos mandou Christiane Taubira comer uma banana, como se ela fosse um macaco, durante uma manifestação anticasamento gay. Um discurso que é considerado intolerável pelo jornal, mas cada vez mais frequente, "como se os franceses estivessem liberando o racismo contido", escreve o Libération.

A ministra afirma na entrevista que as inibições da sociedade francesa estão caindo. Ela conta que parlamentares adversários se referem a ela em seus blogues e sites como "a gorila". Tanto na opinião do jornal quanto na visão da ministra, esse fenômeno de banalização das discriminações, que também atinge os homossexuais que defenderam o casamento gay e os ciganos, está relacionado com o aumento de popularidade do partido de extrema-direita Frente Nacional, da líder Marine Le Pen.

Christiane Taubira diz que prefere ignorar as agressões verbais ao seu encontro, mas enquanto autoridade n° 1 da Justiça francesa não pretende admitir esse tipo de derrapagem racista. "É um ataque frontal aos valores da República Francesa e isso é preocupante", declara a ministra. "O racismo não é uma opção, é um delito punido pela lei", diz ela. O problema é que "a justiça não consegue sozinha tratar as patologias profundas que minam a democracia".

O Aujourd'hui en France questiona em sua manchete: "A França está se tornando racista?" O jornal constata que os franceses perderam o pudor nas redes sociais e proclamam sem o menor constrangimento insultos racistas. O jornal da capital também relaciona esse fenômeno à insegurança dos franceses com o futuro e a campanha do partido Frente Nacional contra tudo o que vem de fora: os estrangeiros, os imigrantes, os europeus e até o euro!

Um dado de pesquisa publicado pelo Aujourd'hui en France revela que 59% dos franceses acham que o racismo aumentou no país.

Críticas de Bruxelas à política econômica

Os jornais Le Figaro e Les Echos publicam hoje análises sobre os indicadores divulgados ontem pela Comissão Europeia para a zona do euro, nos próximos dois anos. O Le Figaro afirma que Bruxelas não acredita nas promessas de redução do déficit público comunicadas pelo governo socialista de François Hollande.

O diário Les Echos enfatiza que a Comissão Europeia espera reformas estruturais mais consistentes na França e esforços da Alemanha para ajudar os países mais pobres do bloco a superar a crise, aceitando a redução de seu superávit comercial.
 

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