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Pobreza aumenta na França e atinge 14,4% da população, revela imprensa

Senhora procura alimento nos restos que os feirantes jogam no lixo. Paris 26 de novembro de 2012.
Senhora procura alimento nos restos que os feirantes jogam no lixo. Paris 26 de novembro de 2012. AFP / JOEL SAGET

A persistência da crise econômica na França provoca consequências sociais graves, com a explosão da miséria no país. O alerta é da ONG Cáritas na França que publica hoje seu relatório anual repercutido por quase todos os jornais do país. O estreia do Twitter na bolsa também é destaque na imprensa francesa desta quinta-feira, 7 de novembro de 2013.

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O L'Humanité diz que o relatório faz um balanço arrasador dessa explosão da miséria. Nos últimos dez anos, a pobreza ganha terreno no país. O jornal comunista diz que a mesma constatação foi feita pelo Observatório das Desigualdades na França, que fala em uma mudança radical na história social francesa. Em 2011, existiam na França 4,9 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Agora, esse número quase dobrou e 8,8 milhões de franceses estão nessa situação, o que equivale a 14,4% da população.

Mulheres, crianças e imigrantes são os principais atingidos escreve o Les Echos. As mulheres que cuidam sozinhas dos filhos representam 47% das pessoas socorridas pela Cáritas. O La Croix informa que a porcentagem de desempregados entre as pessoas atendidas pela ONG cresce a cada ano com a crise. As pessoas sem trabalho que não recebem mais nenhuma indenização já representam um quarto das pessoas que pedem ajuda à organização.

Em 2012, a Cáritas francesa recebeu 1,4 milhão de pessoas, sendo 47% crianças. A linha de pobreza na França é uma renda mensal de 977 euros (quase 3 mil reais), por adulto, e o relatório constatou uma renda mensal média por família atendida de 497 euros.

Estreia do Twitter na Bolsa de NY

O LIbération escreve que sete anos após seu lançamento, a rede social de 232 milhões de usuários continua sua ascensão com essa entrada na bolsa. O jornal diz que a expectativa do Twitter é conseguir 1,6 bilhões de dólares com essa operação. Será que ele vai conseguir, questiona Libé lembrando o fracasso do início da cotação do Facebook, há um ano e meio.

Mas há uma diferença na estratégia das duas redes sociais, Facebook quebrou a cara no Nasdaq e Twitter escolheu o New York Stock Exchange. Libé especula que essa estreia em Wall Street pode valorizar Twitter, que até agora nunca tinha tido lucro, em mais de 11 bilhões de dólares.

O Le Figaro indica que essa é uma das estreias mais esperadas do ano. A ação foi fixada em 26 dólares, 25% a mais do que o estimado inicialmente. Mas ao contrário do Facebook, Twitter foi muito mais prudente nos preparativos, analisa o jornal conservador apostando no sucesso da operação.
 

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