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Imprensa

Bulgária constroi muro para evitar entrada de imigrantes

Refugiados sírios tentam obter comida em um centro para imigrantes na Bulgária. O país planeja a construção de um muro na fronteira turca para impedir a enrtada de imigrantes.
Refugiados sírios tentam obter comida em um centro para imigrantes na Bulgária. O país planeja a construção de um muro na fronteira turca para impedir a enrtada de imigrantes. REUTERS/Stoyan Nenov (

Na sua manchete do final de semana, o jornal Le Monde constata o fenômeno da construção de barreiras físicas-leia-se muros- para evitar a entrada de imigrantes clandestinos nos países que pertencem a União Europeia. A Bulgária anunciou recentemente um projeto desse tipo na sua fronteira com a Turquia. 

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O jornal Le Monde traz na manchete um título que sintetiza a questão da imigração: "A Europa cria barricadas", diz o jornal. Na reportagem, um triste retrato das medidas radicais que países como a Bulgária têm adotado para evitar a entrada de imigrantes: simplesmente construir um muro.

Um continente que já viveu dividido pela cortina de ferro e por um muro, como no caso da Alemanha, volta a lançar mão do recurso. Na Bulgária, as autoridades planejam a construção de um muro de 30 quilômetros na fronteira com a Turquia. O plano foi revelado no mês passado pelo governo búlgaro.

Na versão oficial, essa barreira, que cobre pouco mais de 11% da extensão da fronteira turca,  serviria para "proteger" os imigrantes. O governo búlgaro afirma que, nesse trecho da fronteira, a floresta é perigosa. Mas o jornal vê nesse projeto uma política clara de impedir a entrada de estrangeiros no país.

Ao término da construção do muro, prevista para março de 2014, esse será o terceiro projeto desse tipo na Europa. A Espanha -em seus enclaves  de Ceuta e Melila em território marroquino- e a Grécia também já fortificaram trechos de suas fronteiras.

A União Europeia não financia esse tipo de muro, mas, também, não critica oficialmente. Na Bulgária, a obra está orçada em 5 milhões de euros (R$ 15 milhões) e conta com o apoio de grande parte da opinião pública. Num país em que o desemprego atinge uma taxa de 12,5%, a chegada de imigrantes ainda que refugiados da crise síria não é bem recebida, conclui o jornal.

Rússia

O Libération destaca os jogos olímpicos de inverno de 2014 que acontecerão em Sotchi na Rússia. Para o Libé, o evento esportivo vai servir, sobretudo, para mostrar ao mundo a força de Vladmir Putin. Mais do que um presidente, Putin texerce o poder como os antigos tsares russos. Ou seja, governa com mão de ferro e luta para fazer da Rússia uma potência temida como na época da União Soviética. Com um orçamento de 36 bilhões de euros  (R$ 108 bilhões)- cifra cerca de 18 vezes superior ao que deve ser gasto para os jogos do Rio em 2016- a Rússia vai organizar os jogos olímpicos mais caros da história. Tudo, é claro, para a glória de Putin, diz o jornal.

Socialistas em baixa

Já o jornal Le Figaro concrentra a atenção- e a munição- no governo socialista e no presidente François Hollande. Sem meias palavras, o jornal conservador diz que a política econômica do governo é um fracasso. Logo na capa, o diário traz uma lista dos problemas: o rebaixamento da nota da dívida francesa pela Standard & Poor's, o aumento da carga tributária, a perda de competitividade da economia e a insatisfação de diversos segmentos da população.

Para tentar acalmar os ânimos, o governo francês resolveu abrir a carteira. Na região da Bretanha, o governo liberou um total de 1 bilhão de euros (R$ 3 bilhões) para ajudars etores em dificuldade como o agroalimentar. Em Mareselha, no sul da França, mais ou menos a mesma soma será destinada para os transportes públicos. Mas, sempre crítico, o jornal vê nessa estratégia uma manobra eleitoreira de olho nas eleições municipais do ano que vem.

 

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