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Linha Direta

Abstenção foi a grande vitoriosa das eleições presidenciais chilenas

Áudio 04:22
A candidata socialista Michelle Bachelet  terá que disputar o segundo turno da eleição presidencial contra a candidata de direita Evelyn Matthei.
A candidata socialista Michelle Bachelet terá que disputar o segundo turno da eleição presidencial contra a candidata de direita Evelyn Matthei. REUTERS/Carlos Vera

A candidata Michelle Bachelet, da coalizão de centro-esquerda Nova Maioria, ganhou por mais de 20 pontos de diferença sobre a candidata da direita Evelyn Matthei, mas não conseguiu superar os 50% dos votos. Faltaram menos de 4 pontos. Bachelet terminou com 46,7% dos votos enquanto Matthei ficou com 25%, numa eleição onde a grande vencedora foi a abstenção. Apenas 56% dos eleitores foram às urnas.

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“Foi como um balde de água fria no comitê de Michelle Bachelet. Estava tudo preparado para uma grande festa. Foi montado um grande espaço para uma coletiva de imprensa no hotel São Francisco, no Centro de Santiago, em frente ao Palácio da Moeda, sede do governo. Do lado de fora do hotel, um palco de grande estrutura aguardava milhares de eleitores com várias atrações musicais.”, conta o jornalista. Mas o inesperado aconteceu e todos os preparativos para a comemoração da vitórida da candidata de esquerda foram cancelados.

Márcio relata um clima de derrota da parte da candidata preferida dos chilenos. “Paradoxalmente, quem festejou foi Evelyn Matthei. Ganhou sobrevida política e vai disputar o segundo turno”, diz.

Para ele, a principal conseqüência do adiamento da vitória de Bachelet é o reforço da direita. Matthei não deve conseguir alterar o resultado final, mas pode conseguir se mostrar menos enfraquecida do que parecia. “Quanto mais conseguir resistir, mais Michelle Bachelet terá dificuldades para aprovar as reformas que promete”, acredita o correspondente.

No entanto, o jornalista acredita que a grande vitória deste primeiro turno foi a abstenção. “Somente 56% dos eleitores foram votar, cerca de 6 milhões e meio. O próprio presidente Sebastián Piñera se mostrou decepcionado”, avalia.

É este o maior desafio que Bachelet tem até o dia 15 de dezembro: ampliar ao máximo a vitória. “Se conseguir crescer muito na corrida presidencial e Matthei não conseguir romper o teto dos 25%, pode acontecer uma vitória arrasadora de Bachelet”, prevê.
 

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