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Saúde

Vacina contra câncer uterino vai ser distribuída na rede pública brasileira

Áudio 04:10
Gardasil, vacina contra o câncer do útero
Gardasil, vacina contra o câncer do útero Reuters/Vincent Kessler

Gardasil é o nome comercial da vacina usada para combater alguns vírus HPV que provocam infecções e doenças, como as verrugas genitais (tumores benignos) e principalmente o câncer do útero. Administrado principalmente em adolescentes, o medicamento vem causando polêmica na França, após a abertura de um processo por uma jovem que acusa o Gardasil de ter provocado graves efeitos colaterais. No Brasil, o Gardasil vai ser receitado pela rede pública a partir de 2014.

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Por enquanto, o Gardasil no Brasil é usado apenas em clínicas privadas. O custo é de cerca de 300 reais cada uma das três doses necessárias, o que restringe o acesso da maior parte da população ao medicamento.

A bióloga Luisa Lina Villas é docente da Faculdade de Medicina da USP e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Ela lembra que o monitoramento sobre a segurança da vacina é feito desde os ensaios clínicos e continua até hoje, durante aplicação prática em redes de saúde ou no setor privado. “Existem efeitos adversos, mas situações severas como hospitalizações e mortes ainda não foram associadas à administração da vacina”, afirma a bióloga.

Para o dr. Levon Badiglian Filho, cirurgião oncologista do núcleo de ginecologia do hospital AC Camargo, de São Paulo, é preciso estabelecer ainda quais as causas das reações que a adolescente francesa teve antes de definir os riscos que a vacina pode apresentar. Para as portadoras do HPV, o médico recomenda atitudes que mantenham a imunidade vaginal ativa: não fumar, dormir bem, praticar esportes e ter uma alimentação saudável.

Polêmica na França

Marie-Océane Bourguignon foi vacinada com Gardasil aos 15 anos de idade, em 2010, assim como outras 2,3 milhões de adolescentes na França. Seis meses depois ela foi hospitalizada com vários sintomas, como a perda temporária da visão, dificuldades para andar e paralisia facial. Segundo Jean-Christophe Coubris, advogado da vítima, relatórios médicos apontaram a relação entre o Gardasil e as patologias desenvolvidas por sua cliente.

A vítima acusa o laboratório Sanofi Pasteur de “atentado involuntário à integridade”. A Agência nacional francesa de medicamentos (ANSM) também é visada pelo processo.

 

 

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