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Reportagem

Cúpula de Bali é prova de fogo para OMC

Áudio 04:37
Pessimismo marca abertura da cúpula ministerial da OMC em Bali.
Pessimismo marca abertura da cúpula ministerial da OMC em Bali.

Começa nessa terça-feira, 3 de dezembro, em Bali, a 9° cúpula ministerial da Organização Mundial da Comércio. Os representantes dos 159 países-membros da instituição desembarcam na Indonésia com poucas esperanças de um acordo e muitos já se questionam sobre a legitimidade da OMC.

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Desde sua criação em 1995, a OMC tenta chegar a um acordo global sobre o comércio internacional. No entanto, as dificuldades de consenso entre os grandes produtores agrícolas, as potências industriais e os países dominantes na área de serviços, além do peso dos emergentes nos debates, tem travado as negociações nos últimos anos. Sem contar os acordos bilaterais que tem sido assinados entre países ou zonas geográficas, como União Europeia, Estados Unidos, ASEAN ou ainda Mercosul, que acabam levantando a questão da necessidade de um organismo mundial de regulação do comércio.

O próprio diretor-geral da organização, o brasileiro Roberto Azevedo, alertou para o fato de que um fracasso em Bali "custaria caro à credibilidade e à pertinência" da organização. Mesmo assim, poucas horas antes do início da cúpula, o brasileiro tentou ser otimista. “Os obstáculos que restam são poucos, foram bem identificados e não são difíceis de superar se houver vontade e engajamento políticos”, disse Azevedo nas páginas do Wall Street Journal.

Em entrevista a RFI, o professor da Universidade do Minho, em Portugal, e especialista em comércio internacional Manuel Caldeira Cabral, comenta esse impasse na OMC. Ele também esboça um cenário em caso de fracasso total das negociações na organização.

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