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Reportagem

Schumacher foi salvo por utilizar capacete, diz neurocirurgião brasileiro

Áudio 06:30
Ex-piloto da Fórmula 1, Michael Schumacher teve uma grave lesão cerebral depois de sofrer acidente de esqui na França neste domingo, dia 29 de dezembro.
Ex-piloto da Fórmula 1, Michael Schumacher teve uma grave lesão cerebral depois de sofrer acidente de esqui na França neste domingo, dia 29 de dezembro. REUTERS/Alessandro Bianchi

Após um grave acidente sofrido ontem na estação de esqui de Méribel, na região des Trois Valées, nos Alpes franceses, o ex-piloto de Fórmula 1, o alemão Michael Schumacher, continua hospitalizado em estado crítico nesta segunda-feira, dia 30 de dezembro. O alemão caiu e bateu o lado direito da cabeça em uma pedra quando esquiava em um circuito não-balizado, fora das pistas tradicionais, e sofreu um sério traumatismo craniano. Para o presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro, Dr. Eduardo Barreto, Schumacher foi salvo por utilizar capacete.

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"O traumatismo crânio-encefálico compromete todo o funcionamento do cérebro. Já a lesão difusa depende muito do trauma inicial - sobre o qual não temos muitos detalhes até agora. O que se sabe é que ele estivesse sem capacete ele provavelmente já teria até morrido. Porque se o trauma for muito grande e afetar o tronco do cérebro, a pessoa morre imediatamente", ressalta.

Nesta manhã, a equipe do Centro Hospitalar Universitário de Grenoble, responsável pelo tratamento de Schumacher, concedeu uma coletiva de imprensa, onde detalhou a degradação do estado de saúde do ex-piloto. "Quando ele chegou ao hospital, nós constatamos que estava em uma grave situação, em coma, com sinais de hipertensão intracraniana. Um scanner mostrou hematomas intracranianos, além de uma contusão e um edema cerebral difuso. Nós o operamos para eliminar os hematomas, mas um scanner de controle pós-operatório mostrou, infelizmente, o aparecimento de lesões hemorrágicas difusas bilaterais", detalhou o médico Jean François Payen.

Uma simples "falta de sorte"

O vendedor de materiais esportivos Raphael Lagier conhece bem a região de Trois Valées, onde costuma esquiar. Ele conta que a estação de Méribel, onde Schumacher sofreu o acidente, tem pistas de todos os níveis de dificuldade. "Méribel não é mais ou menos perigosa; é uma estação de esqui normal. As pessoas costumam se arriscar fazendo os circuitos fora das pistas, sem o monitoramento dos instrutores, e muita gente acaba se acidentando e até morrendo. Este não é o caso de Schumacher: ele estava equipado e bem preparado para esquiar. Seu acidente foi uma simples falta de sorte", comenta.

O engenheiro de computação Frédéric Bodin também costuma esquiar fora das pistas ou "hors pistes", como dizem os franceses. Ele explica porque os esquiadores se arriscam a sair do circuito, como fazia Michael Schumacher neste domingo antes do acidente, e os perigos dessa prática. "A sensação de esquiar 'hors piste' é bem melhor, parece que estamos flutuando sobre a neve. Há esquiadores que se afastam muito, o que é mais perigoso porque você pode cair em um buraco ou se deparar com uma avalanche. Em caso de acidentes, o atendimento médico demora mais tempo para chegar nesses lugares, especialmente se você não conta com equipamento GPS", alerta.

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