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Cultura

Euro-Punk destaca efervescência artística no fim dos anos 70

Áudio 06:52
Cartaz da exposição Euro-Punk, que fica até o dia 19 de janeiro na Cité de la Musique, em Paris.
Cartaz da exposição Euro-Punk, que fica até o dia 19 de janeiro na Cité de la Musique, em Paris. DR

A Cité de la Musique, no Parque de la Villette, em Paris, recebe até o dia 19 de janeiro a exposição “Euro-Punk, uma Revolução Artística na Europa”. A mostra dá destaque a artistas e personalidades que chacoalharam o ocidente e quebraram todos os parâmetros com uma revolução considerada "sem causa" na época, apesar do caótico contexto político-econômico entre o final dos anos 70 e o início dos anos 80.

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Ao todo, Europunk expõe 500 obras, entre capas de disco, cartazes de shows e bandas, criações têxteis, fanzines de artistas e coletivos punks em toda a Europa, como os estilistas britânicos Vivienne Westwod, Malcolm McLaren, o designer inglês Jamie Reid, o coletivo francês Bazooka, além de fotos e vídeos de bandas que imortalizaram o movimento no Velho Continente, como Sex Pistols, Buzzcocks, The Clash, Siouxsie and the Banshees, Patti Smith, entre outros.

Conversamos com o curador e criador da exposição, Eric de Chassey, que nos falou sobre o paralelo entre arte e contexto político, organizada na mostra em forma de linha do tempo.

“O objetivo desta exposição é mostrar que o movimento punk não é unicamente um estilo musical, mas um fenômeno que concerne a expressão artística como um todo. Então queremos fornecer informações para que o público possa compreender o contexto completo - o que é feito na exposição em forma de uma linha temporal, com vídeos, fotos e textos sobre o punk e, em paralelo, sobre os acontecimentos no cenário político internacional”, diz Chassey.

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What the Fuck

Ao todo, a exposição tem seis partes: uma é inteiramente dedicada à banda fundadora do movimento punk, Sex Pistols. Outra seção é sobre o coletivo de contra-cultura francês Bazooka, integrado no final dos anos 70 por cinco estudantes de Belas Artes de Paris. Em seguida, chegamos à temática Do it Yourself, uma força artística radical que rejeita todo o tipo de convenção e renova os códigos gráficos.

Na seção What the Fuck, temos algumas obras censuradas na época devido ao seu conteúdo violento. Já na seção Anarquia, o movimento se volta aos ideais revolucionários e de extrema-esquerda, sob a influência do grupo britânico The Clash. A última seção da exposição é dedicada ao New Wave, representado na música pela banda Joy Division, que encarna a contestação da comercialização do punk no final dos anos 80.

“A Euro-Punk é uma forma de compreender esse período do movimento e, talvez, de encontrar alguns aspectos desta época que fazem falta atualmente. Atravessamos hoje um período difícil, e reclamamos mais do que reagimos. Relembrar a época no qual o contexto social, político e econômico era extremamente delicado, nos mostra que se posicionar diante do que vivemos hoje, ou seja ter uma posição de contestação, é possível”, exprime o curaodor da exposição.

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