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Saúde

Pesquisa americana usa câncer de Lula para medir mudanças de comportamento

Áudio 04:32
O ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, em São Bernardo do Campo, 16 de novembro de 2011.
O ex-presidente Lula e sua mulher, Marisa Letícia, em São Bernardo do Campo, 16 de novembro de 2011. REUTERS/Ricardo Stuckert/Instituto Lula/Handout

A edição de janeiro da revista americana ‘Preventive Medicine’ traz o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como objeto de estudo de um artigo. No caso, a equipe de John W. Ayers, professor de Saúde Pública, da Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia, usou a divulgação do câncer de laringe de Lula para medir a repercussão disso no público e mudanças de comportamento.

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O estudo constatou que, mesmo meses depois do diagnóstico, a busca de informações sobre como parar de fumar ainda era grande, ultrapassando períodos ao redor de datas como “Dia Internacional contra o Cigarro” ou mesmo em torno do Ano Novo, quando “parar de fumar” é uma resolução bastante recorrente.

Em entrevista à Rádio França Internacional, Ayers explica que já se sabia que as pessoas ficam mais preocupadas com a própria saúde diante de casos de celebridades. Como exemplo, ele fala do câncer de cólon do ex-presidente americano Ronald Reagan. A divulgação do diagnóstico levou a uma grande aumento na procura pelo exame que detecta a doença.

Mas ele queria também estudar como esse fenômeno poderia influenciar na mudança de hábitos. Quando a pesquisa foi iniciada, o caso de Lula era relativamente recente e por isso foi escolhido. A equipe levou em conta a política antitabagista no Brasil, considerada mais consistente que a de muitos países. “Queríamos comparar o impacto do diagnóstico de uma celebridade, os efeitos nas pessoas, em relação a campanhas de conscientização ou ao uso de avisos nas embalagens, ou em relação a impostos mais pesados para o tabaco”, explica o professor Ayers.

Angelina Jolie e Michael Douglas

O dr. Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do AC Camargo Cancer Center, o Hospital do Câncer de São Paulo, participou da equipe que tratou o ex-presidente. Ele elogia a postura de celebridades que falam publicamente de suas doenças. Kowalski cita o caso de Angelina Jolie, que passou por uma dupla mastectomia e de Michael Douglas, que teve câncer na garganta, resultado de contaminação por sexo oral.

Para conferir a reportagem completa, clique em “Ouvir”.

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