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Fato em Foco

Mostra traz obra de Cartier-Bresson, o “olho do século 20”

Áudio 04:46
Rua de Vaugirard, Paris, França, maio 1968
Rua de Vaugirard, Paris, França, maio 1968 © Henri Cartier-Bresson / Magnum Photos, courtesy Fondation Henr

O francês Henri Cartier-Bresson é considerado um dos grandes fotógrafos do século 20, autor de uma obra extraordinária e engajada. O Centro Georges Pompidou, o Beaubourg, de Paris, dedica uma grande exibição para o autor de imagens históricas, de flagrantes únicos, de perfis sublimes – anônimos ou de personalidades. Sempre em preto e branco, sempre com sua fiel câmera alemã Leica.

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Os clichês são clichês, mas traduzem Cartier-Bresson: “gênio da composição”, “um dos pais do fotojornalismo” ou “olho do século”. O objetivo da mostra, segundo o curador Clément Chéroux, é revelar as múltiplas e menos conhecidas facetas do artista, através de mais de 500 fotos, desenhos, pinturas, filmes e documentos.

O curador também ressalta que a carreira de Cartier-Bresson passou por momentos distintos e variados, que não podem ser resumidos à ideia do “momento decisivo”, termo usado durante muito tempo para interpretar a obra do fotógrafo. Muitas imagens meticulosamente compostas apresentam um momento de surpresa, de inusitado. É um ciclista passando a toda velocidade por uma escadaria enquadrada com cuidado. Ou um homem pulando uma poça d’água.

Mundo afora

A exposição traz três fases importantes do percurso de Cartier-Bresson. A primeira, entre as décadas de 20 e 30, reflete o período em que o jovem fotógrafo se aproxima dos surrealistas, experimentando enquadramentos e composições. É o início também das perambulações do artista pelo mundo, treinando o “olho” com rostos e flagrantes.

A faceta politicamente engajada de Cartier-Bresson, entre 1936 e 1946, é eternizada pelas imagens da Guerra Civil Espanhola e outros movimentos coletivos na França e mundo afora. Nessa fase também ele se interessa pelo cinema, trabalhando junto com Jean Renoir.

O terceiro momento da exposição, de 1947 a 1970, gira em torno da criação da mítica agência Magnum Photos, uma cooperativa que reunia outros grandes fotógrafos, como Robert Capa.

A mostra Henri Cartier-Bresson fica em cartaz até 9 de junho.
 

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