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Peugeot/França

Estado francês e chinesa Dongfeng entram no capital da Peugeot

Uma das três fábricas da Peugeot-Dongfeng na China.
Uma das três fábricas da Peugeot-Dongfeng na China. Reuters

O grupo francês PSA Peugeot Citroën, um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo, vai perder o controle de seu capital, como detém há 200 anos. O Estado francês e a empresa estatal chinesa Dongfeng vão desembolsar 800 milhões de euros cada um para ter direito a 14% do controle da fabricante.

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O pré-acordo assinado prevê um aumento do capital da Peugeot de ao menos 3 milhões de euros. A medida foi aplicada após a montadora francesa ser duramente afetada pela crise econômica. Os detalhes completos devem vir a público nesta quarta-feira (19).

Com a perda da exclusividade sobre seu capital, a Peugeot também renuncia ao controle de 25,4% a 14% de suas ações. Além disso, a fabricante francesa deixará de lado o direito de voto duplo de 38,1%. O número de representantes da PSA Peugeot Citroën na direção da empresa – que hoje são quatro – se reduziria a dois.

Além disso, há especulações de que Thierry Peugeot perderia o cargo de presidente para se concentrar nas negociações entre o Estado francês e a Dongfeng. Quem deve assumir o posto é Carlos Tavares, o ex-número 2 da montadora francesa Renault, que chegou à Peugeot em janeiro.

90 mil funcionários

O ministro da Indústria, Arnaud de Montebourg, defendeu hoje a entrada do Estado no capital da Peugeot, que emprega atualmente 90 mil pessoas na França. “Nós tomamos uma decisão de patriotismo econômico e industrial”, disse, referindo-se ao número de cargos salvos, em um momento em que o desemprego assola a França.

Em vista do grande número de funcionários da Peugeot, também foi determinado que os três acionistas não possam aumentar seu nível de participação nos próximos dez anos. O acordo final deve ser assinado no final de março, quando o presidente chinês, Xi Jinping, visitará a França.

Crise econômica

A PSA Peugeot Citroën foi gravemente afetada pela crise econômica. Em 2012, a montadora registrou uma perda recorde de 5 bilhões de euros. Devido à queda abissal de suas economias, a empresa foi obrigada a tomar uma série de medidas para reduzir gastos e aumentar a rentabilidade de suas usinas, como o emblemático fechamento da fábrica de Aulnay-sous-Bois, na região parisiense, em outubro de 2013.

Atualmente existem três fábricas da Peugeot-Dongfeng na China. Com a assinatura do acordo, uma quarta usina pode ser aberta no país brevemente.
 

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