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Reportagem

Tribunal francês julga brasileiros por falsificação de documentos

Áudio 04:02
Os três brasileiros serão julgados hoje no Tribunal de Versalhes
Os três brasileiros serão julgados hoje no Tribunal de Versalhes www.ca-versailles.justice.fr

Três brasileiros acusados de envolvimento em um esquema de falsificação de documentos compareceram ao Tribunal de Versalhes, na região parisiense, nesta quinta-feira (20). A pena máxima para esse tipo de crime é de sete anos de prisão, com multas de até € 45 mil (R$ 147 mil). O julgamento final será realizado no dia 15 de maio.

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Marcos Alex dos Santos, Edilson Trindade e Marcos Imperes foram detidos em fevereiro de 2013 quando a polícia francesa seguia a pista de um suspeito que vendia carteiras de motorista e cédulas de identidade falsas para imigrantes ilegais. Os documentos, comercializados por € 300 (cerca de R$ 900), eram sempre de nacionalidade portuguesa, o que permitia aos imigrantes brasileiros viver e trabalhar na França como cidadãos europeus sem levantar suspeitas, mesmo se muitos deles sequer falavam francês.

A polícia conseguiu, por meio de escutas telefônicas, identificar e deter os suspeitos, que viviam em Vitry-sur-Seine, na região parisiense, no dia 12 de fevereiro de 2013. “Entraram na minha casa às 5h, me falaram que eu estava fazendo transações com documentos falsos e me prenderam”, relembra Santos, que mora na França há quase oito anos.

Os suspeitos alegam que foram detidos porque tiveram seus nomes citados em uma conversa telefônica grampeada pela polícia, mas que teriam apenas indicado o contato de uma pessoa que vendia documentos falsos.

A advogada Laure Jochen Kolb, que defende Santos e Trindade, lembra que os clientes são acusados de cumplicidade no uso de documentos administrativos falsos e uso de documentos falsos, um crime que, segundo o código penal francês, pode resultar em até sete anos de prisão. “Mas essa pena máxima dificilmente será aplicada, pois eles não tem antecedentes criminais”, explica a advogada. Como não tinham passagem pela polícia, os três rapazes também puderam esperar o andamento do processo em liberdade, mesmo se tinham que comparecer na delegacia local uma vez por semana

Intérprete ausente

Depois de um ano de espera, a audiência teve que ser adiada, pois a intérprete, que deveria traduzir a sessão, não compareceu e o juiz considerou que os suspeitos não compreendiam suficientemente o idioma para se defenderem. O julgamento final está previsto para 15 de maio.
 

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