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Nuclear/Irã

Programa nuclear iraniano ainda preocupa AIEA

O chefe da AIEA, Yukiya Amano (e) discursou hoje (03) durante a abertura de uma nova rodada de discussões sobre o programa nuclear iraniano em Viena, Áustria.
O chefe da AIEA, Yukiya Amano (e) discursou hoje (03) durante a abertura de uma nova rodada de discussões sobre o programa nuclear iraniano em Viena, Áustria. Flikcr/ IAEA Imagebank

O conselho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) se reúne de hoje (03) até sexta-feira em sua sede em Viena, na Áustria, para avaliar os avanços nas negociações entre o Irã e a comunidade internacional sobre o polêmico programa nuclear iraniano. O chefe da organização, Yukiya Amano, avalia que muito ainda há muito a evoluir e pede mais transparência por parte de Teerã.

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As primeiras medidas adotadas pelo Irã “representam uma etapa poisitiva, mas falta muito a se fazer para resolver todas as questões em suspenso”, disse Amano diante das autoridades de 35 países que integram o conselho. No entanto, o chefe da AIEA julga que é “essencial” um esclarecimento de todos os pontos relativos a uma possível dimensão militar iraniana, além da aplicação do protocolo adicional pelo país para permitir inspeções mais frequentes.

As constatações de Amano foram feitas um dia depois que o presidente iraniano Hassan Rohani declarou que os ocidentais pretendem "frear" as evoluções do nuclear do país. “A AIEA fez milhares de horas de inspeção e afirmou que não havia nenhum sinal que o programa nuclear iraniano tivesse um objetivo militar”, afirmou em discurso transmitido ontem pela televisão estatal.

No entanto, Amano ressaltou hoje que, devido à falta de cooperação do Irã, a agência não pôde concluir que todos os materiais nucleares do Irã se destinam a um “uso pacífico”.

Em um relatório publicado em novembro de 2011, a AIEA indicou que Teerã trabalhava na construção de uma bomba atômica em 2003. Mas o Irã sempre negou suas intenções de construir um arsenal nuclear.

Monitoramento

Depois de uma década de tensões, o Irã, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia, China e Alemanha, conseguiram estabelecer no final do ano passado um plano de monitoramento das atividades nucleares iranianas, como a suspensão do enriquecimento de urânio à 20% e o controle das atividades da usina nuclear de Arak, em troca da pausa parcial e provisória da aplicação de sanções internacionais contra Teerã.

Iniciado no final de janeiro, o plano pode se tornar definitivo até julho deste ano, o que é o grande desafio dos negociadores neste momento. O Conselho da AIEA deve colocar em prática, até o dia 15 de maio, mais sete medidas do acordo. A principal delas diz respeito às dimensões militares do programa nuclear iraniano.

De acordo com os diplomatas os progressos das negociações são reais e satisfatórios, mas muito deles são céticos sobre a conclusão de um plano em apenas seis meses, apostando no prolongamento dos diálogos até ao menos novembro deste ano.

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