Acessar o conteúdo principal
Reportagem

Maior videoartista da atualidade, Bill Viola ganha mostra no Grand Palais de Paris

Áudio 04:37
Imagem do vídeo "The Crossing", realizado por Bill Viola.
Imagem do vídeo "The Crossing", realizado por Bill Viola. Bill Viola

De 5 de março a 21 de julho, o Museu do Grand Palais, em Paris, está apresentando uma retrospectiva do norte-americano Bill Viola, considerado o maior videoartista da atualidade. Esta é a primeira vez que o museu abre as portas para acolher uma mostra de vídeo, um sinal da importância que Viola conquistou na cena artística internacional.

Publicidade

Perder a noção do tempo... É o que acontece quando mergulhamos de cabeça no universo do videasta mais famoso da atualidade, o norte-americano Bill Viola, nascido em Nova York, em 1951.

Com uma linguagem intimista e universal ao mesmo tempo, Bill Viola explora os grandes temas metafísicos como vida, morte e transfiguração A linguagem do seu trabalho é marcada pelo tempo extremamente lento. Nesta retrospectiva, podemos admirar suas criações de 1977 até hoje.

Cinquenta anos depois da invenção do vídeo, seu talento espetacular rompeu todas as fronteiras com as outras artes, conquistando os museus mais concorridos do mundo inteiro.

Lentidão e beleza

O que acontece quando entramos no Grand Palais para ver a retrospectiva de Bill Viola?

Primeiro, a escuridão profunda, as pessoas caminham esbarrando umas nas outras....Depois, vinte vídeos, alguns projetados em salas separadas, outros no mesmo ambiente... Cada obra conta uma história do começo ao fim, mas sem nenhuma pressa, ao contrário.

Bill Viola defende justamente a falta de pressa para nos enriquecermos interiormente: "Tudo aqui é temporário, por isto é importante termos tempo para nos engajar mais, descobrir algo em que não havíamos pensado antes...mas em geral eliminamos o nosso tempo para fazer isso...", diz o artista.

A temática da vida e da morte aparece de forma obsessiva no trabalho do videasta, assim como a água. A conscientização da vulnerabilidade humana é palpável e o artista trabalha essa fragilidade, sublimando as suas personagens.

Resumindo, o trabalho de Bill Viola é muito lento, muito intenso e muito, muito bonito.

Veja um trecho da obra Fire Woman (2005):

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Veja um trecho do vídeo The Reflecting Pool (1979):

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.