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Linha Direta

EUA aplicam sanções contra Rússia e Moscou promete retaliação

Áudio 04:13
O presidente americano, Barack Obama, durante anúncio de sanções contra a Rússia, nesta segunda-feira (17), em Washington.
O presidente americano, Barack Obama, durante anúncio de sanções contra a Rússia, nesta segunda-feira (17), em Washington. REUTERS/Kevin Lamarque

Os Estados Unidos aplicaram mais uma série de sanções contra a Rússia na segunda-feira (17). Desta vez, 11 oficiais russos e ucranianos, responsáveis por violar a soberania da Ucrânia e apoiar o referendo da Crimeia, foram punidos. Moscou ameaçou retaliar da mesma maneira, impondo sanções contra oficiais norte-americanos. A correspondente da RFI em Washington, Raquel Krahenbuhl, traz mais detalhes sobre as medidas do governo norte-americano.

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Esta foi a segunda vez que o presidente norte-americano Barack Obama apareceu publicamente para anunciar uma ordem executiva – desta vez congelando bens e proibindo a entrada nos Estados Unidos de quatro oficiais ucranianos e sete russos considerados responsaveis pela crise na Ucrania.

Entre as 11 autoridades sancionadas pela Casa Branca estão o presidente ucraniano deposto, Viktor Yanukovitch, um de seus conselheiros, e dois principais líderes separatistas da Crimeia, Sergi Axionov e Volodymyr Konstantinov. Entre os russos visados pela medida estão o vice primeiro-ministro Dmitri Rogozine, a presidente da Alta Câmara do parlamento russo, Valentina Matvienko, além de dois conselheiros próximos de Putin e dois integrantes da Duma.

O presidente Vladimir Putin não está na lista porque Obama não quer colocar em risco uma solução diplomática que fecharia esse canal de negociação, avalia Raquel. “A Casa Branca ainda acredita que a Rússia possa retirar suas tropas da Crimeia e iniciar um diálogo com o governo interino da Ucrania”, ressalta.

Deboche

Apesar de os Estados Unidos encararem as sanções com muita seriedade, a medida parece não ter intimidado as autoridades russas. “Alguns dos punidos chegaram até mesmo a debochar das medidas”, conta a correspondente da RFI em Washington. É o caso do vice-premiê, Dmitry Rogozin, e da chefe da câmara alta do parlamento, Valentina Matviyenko: “eles insinuaram que Obama parece não ter raciocinado quando elaborou as sanções já que eles não serão prejudicados pois não têm conta bancária no exterior”, diz.

Já os políticos americanos acharam que as sanções anunciadas por Obama não são suficientes. O senador republicano John McCain, por exemplo, criticou a falta de ajuda militar para Ucrânia. “Para ele, as medidas são tão tímidas, que vão encorajar o presidente russo. Vladimir Putin, por sua vez, já anunciou que vai retaliar e sancionar oficiais e senadores americanos hoje (18)”, informa Raquel.

Batalha política

A correspondente da RFI em Washington lembra que a batalha entre os Estados Unidos e a Rússia é muito mais econômica do que política. “A Rússia abastace grandes potências, como a Alemanha e a França, com seu gás natural – por isso tem essa carta na manga”, lembra.

Para a jornalista, os russos estão conscientes que as sanções econômicas podem balançar sua economia. “Mas, ao mesmo tempo, seria como ‘um tiro no próprio pé’, sobretudo dos europeus, que também sairiam perdendo com a decisão”, conclui.

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