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Chefe de governo francês terá de fazer concessões para aprovar reformas

O chefe do governo francês, Manuel Valls.
O chefe do governo francês, Manuel Valls. REUTERS/Philippe Wojazer

Os jornais desta quarta-feira (23) destacam em manchete a programação orçamentária que será anunciada hoje pelo primeiro-ministro francês, Manuel Valls, para os próximos três anos, até o final do mandato do presidente François Hollande (2017).

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O jornal de esquerda Libération afirma que o primeiro-ministro terá de fazer concessões em relação ao corte de 50 bilhões de euros nas despesas públicas. O diário estima que Valls tem tido a preocupação de anunciar seus planos "passo a passo", para garantir a coesão entre o governo e o Partido Socialista.

Muitos deputados do PS não concordam com a proposta feita pelo chefe de governo de manter os salários do funcionalismo congelados, assim como os benefícios sociais que o governo distribui à população. Um grupo de deputados preparou propostas alternativas para obter as mesmas economias e apresentou ao primeiro-ministro, que deve aceitar algumas adaptações.

O Libération acredita que os socialistas não vão criar uma situação de impasse para Manuel Valls na Assembleia. "Mesmo os deputados mais à esquerda do PS sabem perfeitamente que provocar dificuldades para o primeiro-ministro teria consequências eleitorais devastadoras", afirma o Libération.

Cresce número de funcionários públicos

A França precisa fazer economias, mas o diário Les Echos lembra em sua manchete que o número de funcionários públicos no país está em constante crescimento. O Les Echos aponta uma situação paradoxal. Em algumas áreas do governo, houve um esforço de redução dos funcionários, como por exemplo nos ministérios, mas nos hospitais públicos e nos municípios as contratações aumentaram.

De acordo com um estudo publicado hoje pelo Insee (Instituto Nacional de Estudos e Estatísticas), a França tinha 5,4 milhões de funcionários públicos em 2012, 15 mil a mais que no ano anterior. A título de comparação, em 2013 o Brasil contava mais ou menos com 10 milhões de funcionários públicos, para uma população três vezes maior do que a da França.

O Les Echos fez as contas e chegou à conclusão que, somando as novas contratações com os cortes nos ministérios, globalmente a massa de funcionários públicos aumentou 0,3%, o que complica as perspectivas de redução das despesas públicas.

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