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Brasil/OEA

Brasil tem mais jornalistas mortos nas Américas, diz OEA

Protestos no Rio de Janeiro, 17 de junho de 2013
Protestos no Rio de Janeiro, 17 de junho de 2013 Flickr/ Creative Commons

A OEA (Organização dos Estados Americanos) divulgou um documento nesta quinta-feira (24) mostrando que o Brasil e a Guatelama são os países mais que mais registraram assassinatos de jornalistas nas Américas. Os dados estão no Relatório Anual sobre Liberdade de Expressão, que mostra que o país registrou 26 casos em 15 anos.

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De acordo com o relatório, só entre 2011 e 2013 foram registradas 15 mortes, e o Brasil foi um dos países onde o número de jornalistas mortos mais cresceu.

Os protestos no país e a violência policial estão entre os fatores que explicam esse aumento, e tornam a profissão mais perigosa no Brasil e outros países da região. No total, 78 jornalistas morreram nos 35 países avaliados na pesquisa.

Em todo o continente, 18 profissionais foram mortos em 2013, todos na América Latina. A relatora, Catalina Botero, lembra que os jornalistas são vítimas de violência principalmente quando investigam denúncias de desrepeito aos direitos humanos ou casos de corrupção que envolvem política local.

O relatório também cita vários casos, como por exemplo o do reporter policial do jornal “Vale do Aço”, em Minas Gerais, Rodrigo Neto de Faria, atingido por dois tiros em Ipatinga. Um dos suspeitos é um policial, que foi indiciado.

O documento também aponta avanços em relação às medidas adotadas para evitar esses crimes. Elas consistem, em grande parte, na condenação de assassinos de jornalistas. O relatório ainda cita o Grupo de Trabalho sobre direitos humanos dos profissionais de mídia, criado recentemente.
 

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