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Linha Direta

Sanções ocidentais se aproximam de círculo próximo a Putin

Áudio 04:47
Confrontos entre pró-ucranianos e pró-russos, 28 de abril de 2014 em Donestsk.
Confrontos entre pró-ucranianos e pró-russos, 28 de abril de 2014 em Donestsk. REUTERS/Baz Ratner

A União Europeia amplia as sanções contra a Rússia devido à crise na Ucrânia. Uma nova lista com mais 15 nomes de russos e separatistas, que terão os bens congelados e vistos de entrada no bloco cassados, foi publicada nesta terça-feira (29) pelos europeus. Entre as personalidades punidas está um vice-primeiro-ministro russo, Dmitri Nikolaïevitch Kozak.

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Também uma vice-presidente do Parlamento, LoudmilaIvanovna Chvetsova, o chefe do estado maior das forças armadas, o chefe do serviço de inteligência militar e líderes separatistas integram a nova lista. A cada nova rodada de sanções, os alvos vão se aproximando dos amigos e o círculo próximo do presidente Vladimir Putin.

Os embaixadores do bloco europeu se reuniram ontem em Bruxelas e publicaram hoje os novos nomes. A lista negra sobe para um total de 48 pessoas. Segundo a Comissão Europeia, essas sanções são consideradas uma “fase dois”, e dependendo dos desdobramentos, poderão evoluir para a “fase três”.

Uma reunião dos chanceleres europeus foi convocada para a próxima quarta-feira para debater o tema. É bastante provável que os ministros das Relações Exteriores do bloco antecipem um encontro que deveria acontecer no dia 12 de maio. Eles devem decidir se será necessário ir mais longe do que as sanções individuais. Alguns países europeus continuam reticentes em relação a essas medidas, com receio de que afetem os seus interesses econômicos na Rússia.

Estados Unidos apertam o cerco

O governo russo reagiu dizendo que os europeus se deixam influenciar pelos Estados Unidos, que ontem haviam intensificado as sanções contra Moscou. Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Riabkov, “a resposta terá um efeito doloroso para Washington”.

Os americanos ampliaram a relação de personalidades visadas, além de 17 empresas. Igor Sechin, presidente da gigante estatal petrolífera Rosneft e conselheiro do presidente russo, e o diretor da empresa estatal de alta tecnologia Rostec, Sergei Chemezov, são alguns dos empresários visados. A lista de companhias que terão os ativos congelados inclui vários bancos e companhias energéticas.

O novo pacote de sanções também adotou medidas em relação às exportações de produtos de alta tecnologia que podem ser usados para as atividades militares russas. Os EUA acreditam que aos poucos conseguirão isolar Putin, porém especialistas de Washington afirmam que ainda não serão essas sanções que irão mudar a estratégia do presidente russo na Ucrânia.

Próximos passos

Os americanos e europeus guardam algumas cartas na manga. Setores estratégicos como os principais bancos, as minas, as mais importantes empresas de energia e defesa só serão atingidos se os tanques russos ultrapassarem a fronteira ucraniana. A Rússia mantêm 40 mil soldados estacionados na fronteira com a Ucrânia.

Para reforçar a defesa aérea no Báltico, a França enviou ontem quatro caças Rafale para a Polônia, enquanto a Grã-Bretanha mandou quatro caças Typhoon da RAF para a Lituânia.

Observadores internacionais

Os separatistas de Slaviansk continuam mantendo reféns observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), considerados por eles prisioneiros de guerra. Desde domingo, quando um dos observadores foi liberado por motivos de saúde, a situação não evoluiu.

A Rússia chamou de provocação o envio de inspetores da OSCE para a Ucrânia. O presidente suíço, Didier Burkhalter, líder em exercício da entidade, exortou os governos envolvidos a não cederem à pressão e recusarem o pagamento de resgate para libertar os observadores presos, pois segundo ele, isso favoreceria mais sequestros na região.
 

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