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Queda de Dilma e violência policial no Rio são destaques na imprensa francesa

Enterro de Douglas Rafael da Silva Pereira, que foi assassinado na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em pleno bairro de Copacabana. 24 de abril de 2014.
Enterro de Douglas Rafael da Silva Pereira, que foi assassinado na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em pleno bairro de Copacabana. 24 de abril de 2014. REUTERS/Ricardo Moraes

As últimas pesquisas apontando uma queda de 7 pontos percentuais nas intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e os problemas de segurança no Rio de Janeiro, a cinco semanas do início da Copa do Mundo, estão em destaque nesta segunda-feira (5) nos jornais Les Echos e Le Figaro.

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Com duas semanas de atraso, o Le Figaro relata o assassinato do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, na favela do Pavão-Pavãozinho, em pleno bairro de Copacabana, e aproveita o caso para fazer um balanço dos problemas de segurança pública no Rio de Janeiro.

Descrevendo os momentos caóticos que sucederam a morte do rapaz, com os moradores do morro do Pavão-Pavãozinho revoltados, e a polícia agindo com a violência de sempre, Le Figaro constata que o Rio de Janeiro sofre de um grave problema de controle do território. "Várias áreas da cidade escapam ao controle das autoridades e vivem sob tutela de três facções de traficantes de drogas - Comando Vermelho, Amigos dos Amigos e Terceiro Comando -, relata o jornal.

Quantidade x qualidade

No artigo, o sociólogo Ignacio Kano, da UERJ, explica que o número de homicídios e vítimas de balas perdidas diminuiu drasticamente desde a implantação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadoras) nas favelas, mas nota, por outro lado, que a polícia carioca é violenta e não sabe dialogar com os moradores dessas comunidades.

Já Alexandre Ciconello, da Anistia Internacional, denuncia as humilhações diárias impostas pela polícia aos jovens nas favelas, dizendo que eles não podem dar festas ou se reunir à noite. Ciconello afirma que entre 2002 e 2011, mais de 10 mil pessoas foram mortas pela polícia no Rio, que alega sistematicamente reagir "em legítima defesa".

Diante dessas acusações, o Le Figaro também ouviu a polícia. O coronel Robson Rodrigues, que dirigiu o programa das UPPs de 2010 a 2011, lamenta que nenhum estudo sério tenha sido realizado até agora para avaliar o trabalho das UPPs. O coronel critica o governo, que "age no piloto automático, sempre aumentando o número de policiais nas ruas, sem se preocupar com a qualidade do serviço policial".

Dilma perde a arrogância, escreve Les Echos

Les Echos publica um artigo apontando a queda da presidente brasileira nas pesquisas de intenção de voto. Em três meses, Dilma perdeu 7 pontos percentuais nas sondagens, e tem agora 37% de intenções de voto.

Les Echos afirma que Dilma "perdeu a arrogância diante desses resultados". Ela já não tem mais garantias de ser eleita no primeiro turno, acrescenta o jornal. Para o diário, a presidente é penalizada pelo baixo crescimento do país, o aumento da inflação e o escândalo na Petrobras.

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