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França

Telefones públicos podem desaparecer em Paris

Áudio 03:55
Telefones públicos na estação Gare de Lyon, em Paris
Telefones públicos na estação Gare de Lyon, em Paris (Foto: Taíssa Stivanin/RFI Brasil)

Em menos de dez anos elas se transformaram em um objeto anacrônico : aos poucos as cabines telefônicas em Paris estão desaparecendo e dentro de alguns anos apenas um serviço mínimo será mantido. Segundo a empresa Orange, que administra o serviço, desde 2004 houve uma queda de cerca de 90% do número de chamadas.

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Com a popularização dos celulares no mundo, as cabines telefônicas perderam sua função em boa parte dos países. A fila para falar no orelhão, uma cena tão comum há 15 anos de agora em diante só poderá ser vista nos filmes. Na França, a Orange, empresa prestadora do serviço, iniciou a retirada das cabines telefônicas das ruas em 1997.

Em 2013, 18 mil telefones foram desativados. Atualmente, existem 95.750 cabines telefônicas em funcionamento no país: 68% delas estão nas calçadas e 32% estão situadas em estações de trem, aeroportos, estradas, centros comerciais, hotéis e bares.

Dados da ARCEP, o organismo ligado ao Ministério das Comunicações francês responsável pelo serviço, mostram que o volume anual de chamadas diminiu de 4,3 bilhões de minutos em 1998 para 100 millhões de minutos em 2012. Hoje, em Paris, uma parte das cabines também foi ocupada por sem-tetos ou destruídas em atos de vandalismo..

O objetivo nos próximos anos é garantir o chamado "serviço universal", com a manutenção de um telefone público em cada cidade de mais de mil habitantes, ou seja, cerca de 40 cabines telefônicas. A França segue a tendência europeia, ainda segundo a Orange. Em alguns países, como a Holanda e a Suécia, o serviço também já foi definitivamente desativado.

Retirada das cabines divide parisienses

A RFI foi às ruas entrevistar alguns parisienses sobre o telefone público. A maioria deles não se lembra da última vez que entrou em uma cabine, mas alguns ainda consideram o serviço útil. É o caso de Mireille, dona de uma padaria no 12° distrito. "A prefeitura deveria instalar cabines por todos os lados ! Mesmo com o celular, acho que ainda é útil", disse. O aposentado Jean, que esperava pelo seu trem na Gare de Lyon, no centro de Paris, discorda. "Os próprios habitantes sabotam o telefone público. Se alguém precisar usar, de todo jeito, não vai conseguir. As pessoas arrancam os aparelhos do gancho, este tipo de coisa.".

Para o vendedor de uma banca situada na mesma estação, o telefone público ainda pode ser útil para os turistas. "Ainda vendo cartões telefônicos para estrangeiros que não querem usar o celular, que custa muito caro", diz. Os brasileiros Sandra e Cecílio, de Goiânia, que passeavam em frente à Notre Dame, discordam. "Preferimos utilizar o Whatsapp ou o Liner. Se precisarmos telefonar, compramos um chip."

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