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Aumento de plantações de maconha em casa é destaque na imprensa francesa

Plantio de maconha dentro de apartamento.
Plantio de maconha dentro de apartamento. REUTERS/Andres Stapff

A mobilização para a libertação das 200 jovens sequestradas por um grupo radical na Nigéria, a campanha orquestrada silenciosamente por Hillary Clinton para substituir Barack Obama no comando dos Estados Unidos e o aumento do plantio doméstico de maconha são alguns dos destaques das manchetes que circulam na imprensa francesa neste final de semana.

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Cerca de um mês depois depois do sequestro de mais de 200 estudantes na Nigéria pelo grupo radical Boko Haram, o jornal Aujourd'hui en France lança um apelo para uma mobilização nacional para impedir que as meninas se tornem escravas. O mundo está indignado com o caso e a França mobiliza o serviço secreto do país para ajudar a localizar as jovens, informa o jornal em sua manchete.

Segundo o Aujourd'hui en France, no início havia uma relativa indiferença com este sequestro na Nigéria, que ocorreu em 14 de abril, mas agora a mobilização é mundial. Lançada pelo twitter, a campanha de sensibilização atingiu uma escala planetária e o caso da Garotas de Chibok, nome da cidade atacada pelos militantes do Boko Haram, se tornou político. Barack Obama enviou especialistas para ajudar as autoridades nigerianas e a França e o Reino Unido fizeram o mesmo, enviando agentes de seus serviços secretos para o local.

O Aujourd'hui en France relata que muitas perguntas ainda estão sem respostas, mas especialistas ouvidos pelo jornal afirmam que várias jovens já podem ter sido vendidas como escravas ao Chade ou aos Camarões através de redes de prostituição.

Hillary pré-candidata à sucessão de Obama

Libération dedica uma extensa reportagem para falar das ambições da ex-primeira dama Hillary Clinton de substituir futuramente Barack Obama à frente da Casa Branca. Ela mal esconde seu desejo de se tornar a primeira mulher a dirigir os Estados Unidos em 2016 e, para isso, trabalha ativamente nos bastidores para atingir esse objetivo, escreve o jornal.
Camisetas, bonés, medalhas e até mesmo taças de champagne já fazem parte do material propaganda, um sinal evidente, segundo o Libération, de que seus partidários já começaram a atuar.

A 915 dias das eleições presidenciais, até parece que o clima é de campanha, destaca o jornal, informando que muitos comícios já são organizados, mas sem a presença de Hillary. Ela mantém o suspense e só deve anunciar nos próximos meses sua pré-candidatura, avalia o jornal.

Maconha em casa

Le Monde dedica sua reportagem principal à explosão da produção de maconha dentro de apartamentos na França. Plantações em um micro estúdio de apenas 10 metros quadrados podem render até 50 mil euros por ano, escreve o jornal.

O plantio doméstico atende uma demanda crescente e provoca uma explosão do mercado, dominado até então pela resina da maconha que vem do Marrocos. Le Monde descobriu que existe até um mercado imobiliário dedicado a oferecer imóveis que facilitam o cultivo da droga.

O jornal ouviu diversos jovens, entre 24 e 33 anos, que compram de amigos que produzem a droga em casa para evitar principalmente o contato com traficantes. Le Monde também informa que uma marcha mundial está sendo organizada para pedir a legalização da maconha, um assunto que ainda é tabu na França.

 

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