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Fato em Foco

Colóquio em Paris discute cooperação entre São Paulo e Île-de-France

Áudio 05:27
Metrô de São Paulo: área de transportes contará com ainda mais know how e capital franceses
Metrô de São Paulo: área de transportes contará com ainda mais know how e capital franceses Diego_3336/stockphoto

Nesta segunda-feira (12), o Institut des Amériques, realiza o colóquio "A ação internacional das coletividades locais: uma parceria renovada entre a região da Île-de-France e o Estado de São Paulo". A ideia do debate gratuito, que acontece entre 16h e as 18h no horário local, é apresentar as iniciativas de coorperação entre a principal zona administrativa da França, que engloba Paris e sua periferia, e o Governo do Estado de S. Paulo.

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Em dezembro de 2013, durante visita de Estado de François Hollande ao Brasil, as duas regiões firmaram um acordo que estabeleceu 2014 como o ano em que São Paulo e Île-de-France caminhariam lado a lado rumo ao desenvolvimento sustentável.

Este acordo inédito entre as duas regiões mais ricas da França e do Brasil mostra uma nova perspectiva nas relações entre as administrações locais, com a mudança do foco da solidariedade para a reciprocidade. É no que acredita o vice-presidente da Île-de-France para as ações internacionais e europeias, Roberto Romero, que apresenta a palestra intitulada "A ação internacional da Região Île-de-France, uma ferramenta a serviço do desenvolvimento de seu território": "Há um certo grupo de países, do qual o Brasil certamente faz parte por ser a sexta maior potência econômica do mundo, que deixou de ser o que chamamos de países em desenvolvimento", afirma.

Crise e novas demandas

Claro que parte dessa mudança se deve à diminuição da capacidade de investimento das grandes potências, consequência direta da crise financeira de 2008. Mas o interesse dos governos evidenciou que a velha dicotomia entre o norte rico e o sul pobre não tinha mais espaço. "Nossos parceiros, como o próprio Estado de São Paulo, nos fazem demandas que não são mais demandas de solidariedade, mas que têm um perfil de transferência de know-how e competências para seu próprio desenvolvimento", observa Romero.

"Deste ponto de vista, o que temos é muito mais uma simbiose do que um perfil de solidariedade. Claro que mantemos alguns acordos solidários com alguns países, mas Brasil, Vietnã e China, por exemplo, não são países com os quais somos solidários, mas parceiros efetivos".

Gama de cooperações

O assessor especial para Assuntos Internacionais do Governo de São Paulo, Rodrigo Tavares, dá alguns exemplos dessa cooperação: "A Île-de-France irá aplicar em um bairro da Serra do Mar diferentes tecnologias sustentáveis em matéria de habitação, como a reutilização da água, energias renováveis e gestão de lixo. As ferramentas utilizadas por Paris para a despoluição do Rio Sena são as mesmas que vão ser utilizadas para a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros. Na área de transportes (...) estamos contando com o apoio da Île-de-France para criar em São Paulo uma agência reguladora de transporte metropolitano. Na área de energia, somos o maior produtor e consumidor de energia renovável do mundo, uma experiência que interessa à Île-de-France e à França", elenca.

Os interessados em assistir à conferência devem se inscrever por este site. Depois do colóquio no Institut des Amériques, Rodrigo Tavares apresenta a palestra “As relações internacionais do Brasil: o caso do estado de São Paulo” no Brazil Business Summit, evento promovido pela revista The Economist, também em Paris, na terça-feira (13).
 

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