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Reportagem

Desfile militar do 14 de julho em Paris transmite mensagem de paz

Áudio 05:41
Tropas militares marcharam ao longo da avenida Champs-Elysées, em Paris, no maior desfile militar da França.
Tropas militares marcharam ao longo da avenida Champs-Elysées, em Paris, no maior desfile militar da França. REUTERS/Thomas Samson

14 de julho é o dia da festa nacional da França, data comemorada em todo o país com desfiles, bailes e outros eventos militares, além dos tão esperados espetáculos pirotécnicos, como a famosa queima de fogos na Torre Eiffel. Este ano, a celebração ganhou um significado ainda mais especial porque comemora também o centenário da Primeira Guerra Mundial e as festividades têm como a paz como tema.

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Muitos se enganam ao relacionar o 14 de julho à queda da Bastilha, durante a revolução francesa, em 1789. Na verdade, a data entrou no calendário cívico do país como a festa da Federação, realizada em 14 de julho de 1790 para marcar a reconciliação do povo francês após os enfrentamentos do ano anterior.

Desde 1880, Paris sedia o maior desfile militar do 14 de julho francês, que é realizado na avenida Champs-Elysées, entre o Arco do Triunfo e a Praça da Concórdia, no 8° distrito da capital. Neste ano, representantes de 76 países que enviaram combatentes à Primeira Guerra foram convidados para participar das festividades na capital francesa.

A abertura da marcha nesta segunda-feira (14) começou com o desfile em carro aberto do presidente francês François Hollande, escoltado pelo primeiro regimento da Infantaria da Guarda Republicana.

Logo depois, aviões da Força Aérea francesa sobrevoaram a Champs-Elysées, acompanhados por tropas militares a pé, motorizadas e a cavalo. Ao todo, 3.752 militares participaram da marcha, que durou cerca de uma hora e meia.

O momento alto do evento e que foi muito aplaudido pelo público foi quando os militares tocaram a Marselhesa, o hino nacional francês.

O evento foi encerrado com uma coreografia sobre a paz, encenada por 300 jovens dos 76 países convidados.

Milhares na Champs-Elysées

Dezenas de milhares de pessoas, entre franceses e estrangeiros, acordaram cedo para reservar seu lugar nas calçadas da Champs-Elysées.

A franco-portuguesa Bellinda Ribeiro foi ao desfile acompanhada de sua filha Dina, de seis anos, e nos contou qual o significado que esta data tem para ela. "Este é um grande evento, temos sorte de podermos assisti-lo e de passar essa tradição a nossos filhos. O 14 de julho representa um momento muito importante da História e é essencial não esquecermos do valor dele”, avaliou.

Sophie Techer é da ilha Reunião, departamento francês no Oceano Índico, e assistiu ao desfile pela primeira vez em Paris com o filho de cinco anos. "Sempre assistimos este evento pela televisão, mas hoje podemos acompanhá-lo ao vivo. É uma alegria para mim e meu filho ver todo esse equipamento militar da França, afinal é a nossa nação."

Mas não somente civis assistiram ao desfile do 14 de julho. Na plateia, muitos militares foram prestigiar seus colegas, como Sophie Georges, da Força Aérea francesa. “Como militar, fico feliz em ver a França tão bem representada e ver todos os países reunidos em torno deste evento. Se todos também pudessem se unir contra as guerras... Mas ao menos essa comemoração nos incita a não esquecer a História".

O militar da Legião Estrangeira Francesa, Philippe Weisz, aguardava impaciente a passagem de seus colegas. Emocionado, ele falou sobre seu sentimento em relação ao 14 de julho. "Não tenho palavras para explicar o que sinto, é algo muito pessoal, muito forte... Estou muito feliz de poder acompanhar o desfile e poder ver todos os militares franceses da Legião Estrangeira, que integram esse importante exército de elite e com quem sempre podemos contar."

Brasileiros no público

O Brasil não estava representado no desfile porque não participou da Primeira Guerra Mundial. Do continente americano, apenas Estados Unidos e Canadá foram convidados - o que não impediu os turistas brasileiros de apreciarem a cerimônia. “Gostei de ver os tanques de guerra, os policiais, os bombeiros. Fiquei emocionado”, diz o jovem Mario Augusto Farina, de São Paulo

O pai de Mario Augusto, Marcos Farina, também aprovou a celebração: “Me senti honrado de assistir a este desfile. É um evento muito bem organizado. Meus parabéns ao governo da França”.

A carioca Marilza Bouet, mora na França há 15 anos, e acompanhou o evento junto à família Farina. “É a segunda vez que venho ao desfile. Eu gosto muito de ver esse patriotismo”.

Fogos na Torre Eiffel

Em Paris, as comemorações do 14 de julho deste ano se encerram nesta noite com um concerto da Orquestra Nacional da França, seguido pelo célebre espetáculo pirotécnico na Torre Eiffel, para o qual são esperados cerca de 500 mil espectadores.

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