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Ucrânia/Acidente Aéreo

Mais de 100 especialistas em Aids estavam no voo da Malaysia Airlines

O avião da Malaysia Airlines caiu quando fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo.
O avião da Malaysia Airlines caiu quando fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur com 298 pessoas a bordo. REUTERS/Edgar Su

Um grupo com 108 pesquisadores e ativistas em luta contra a Aids estavam a bordo do voo MH17, que caiu na noite de quinta-feira (17) no leste da Ucrânia. As vítimas, entre elas um dos porta-vozes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Glenn Thomas, iam para uma conferência sobre o tema organizada pelas Nações Unidas em Melbourne, na Austrália.

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A Malaysia Airlines ainda não confirmou a lista dos passageiros, mas a imprensa australiana informou que 108 pessoas que estavam sendo esperadas para a 20ª Conferência internacional sobre Aids estavam no avião que caiu no leste ucraniano. O evento acontece de 20 a 25 de julho. Em seu site, a OMS diz sentir muito pela perda “de um de seus colegas, Glenn Thomas, que estava a bordo do avião da Malaysia Airlines”. Ex-jornalista da BBC, Thomas era especializado em temas ligados à saúde pública antes de integrar a organização. O diretor da Unaids, Michael Sidibe, postou uma mensagem no Twitter na qual se refere às vítimas do acidentes, “muitas delas a caminho da conferência”.

Além do porta-voz da OMS, o pesquisador holandês Joep Lange faz parte da lista dos participantes do evento que estariam no voo MH17. Médico e ativista na luta contra a doença há mais de 30 anos, ele presidiu a International AIDS Society (IAS) entre 2002 e 2004. Em 2001, ele criou o projeto "PharmAccess Foundation", uma organização sem fins lucrativos baseada em Amsterdã, que devenvolvia programas de acesso a terapias antirretrovirais nos países em desenvolvimento.

O avião da Malaysia Airlines caiu quando fazia a rota entre Amsterdã e Kuala Lumpur com 298 pessoas. Segundo a última lista fornecida pela Malaysia Airlines na manhã desta sexta-feira, a aeronave transportava 154 holandeses, 43 malaios, incluindo os 15 integrantes da tripulação, 27 australianos, 12 indonésios, 9 britânicos, 4 alemães, 5 belgas, 3 filipinos e um canadense. A nacionalidades dos demais passageiros ainda está sendo verificada. A hipótese de que a aeronave pode ter sido atingida por um míssil lançado por rebeldes pró-Rússia é a mais provávels, segundo o serviço de inteligência dos Estados Unidos.

Em uma entrevista coletiva em Haia na tarde desta sexta-feira, o ministro holandês da Justiça, Ivo Opstelten, disse que o aparelho foi “provavelmente derrubado”. A Holanda enviou uma equipe de investigadores para a Ucrânia.

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