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Fato em Foco

Especialistas mundiais discutem estratégias para combater a Aids

Áudio 03:47
Especialistas se reúnem em Melbourne, Austrália, para discutir combate à Aids.
Especialistas se reúnem em Melbourne, Austrália, para discutir combate à Aids. DR

Acontece em Melbourne, na Austrália, a 20ª Conferência Internacional sobre a Aids, que reúne os maiores especialistas do mundo. Novas descobertas e estratégias vão ser apresentadas e discutidas por mais de 14 mil participantes de 200 países. O evento teve o início marcado pela tragédia do avião da Malaysia Airlines, abatido na Ucrânia, que estava levando vários conferencistas e participantes, principalmente da Holanda.

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Uma das perdas mais lamentadas é a do médico e pesquisador Joep Lange, 60 anos, envolvido no tratamento da Aids desde 1984. Em 2001, ele criou a ONG PharmAccess Foundation, baseada em Amsterdã, com o objetivo de estimular o acesso a terapias retrovirais em países do terceiro mundo mais atingidos pela pandemia.

Os plenários do encontro na Austrália vão discutir muitos assuntos, com destaque para o HIV pediátrico e populações em risco, como homens que fazem sexo com homem, trabalhadores e trabalhadoras do sexo, transexuais e usuários de drogas. Os participantes também vão tratar de novas descobertas no caminho para a cura e vacinas, além de barreiras sociais e legais para a prevenção e tratamento.

Antirretrovirais para prevenção

A médica infectologista e pesquisadora Beatriz Grinsztejn, diretora do Laboratório de Pesquisa Clínica do IPEC/Fiocruz,vai participar do painel “Acelerando o passo, transformar o a longo prazo em a curto prazo”. Ela lidera uma série de projetos no Brasil voltados para a prevenção de homens que fazem sexo com homens e mulheres transexuais, além do uso de antirretrovirais para prevenção.

Beatriz Grinsztejn lembra que a eficácia do uso de um antirretroviral usado diariamente para a prevenção já foi comprovada em algumas populações. Ela conta que o primeiro e único trabalho a tratar de homens que têm relações homossexuais envolveu cerca de três mil indivíduos, incluindo o Brasil. “Estamos agora conduzindo um trabalho para avaliar como é que essa estratégia de prevenção pode ser desenvolvida no sistema público de saúde”, diz.

O Brasil é pioneiro na disponibilização universal de tratamento e agora investe na profilaxia pré-exposição, elogia Beatriz Grinsztejn. Ela explica que com mais testes, os indivíduos contaminados poderão ter tratamento mais rápido e os não contaminados, mas de grupos de alto risco terão acesso à profilaxia, constituindo uma importante tríade de estratégias para melhorar a prevenção.

Contaminações aumentam no Brasil

 

O número de casos e mortes provocadas pela Aids está em queda em todo o mundo. Mas no Brasil a epidemia continua crescendo, segundo um relatório do Programa das Nações Unidas HIV/Aids (Unaids) divulgado nesta quarta-feira (16), em Genebra. No final do ano passado, o Brasil contava com 1,6 milhão de pessoas portadoras do HIV, o equivalente a 2% da população mundial afetada pela doença.

Em 2013, 1,5 milhão de pessoas morreram de doenças provocadas pelo vírus HIV, uma queda expressiva de 11,8% em relação a 2012. Desde 2005, o número de vítimas da Aids recuava regularmente de 100 mil mortes por ano. Em 2013, essa queda foi de 200 mil, levando o diretor-executivo da Unaids a declarar, otimista, que "o fim da epidemia de Aids é possível".

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