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Imprensa francesa

Com maus resultados na economia, ministros não poderão se afastar de Paris durante as férias

Jornais franceses deste sábado, 2 de agosto de 2014.
Jornais franceses deste sábado, 2 de agosto de 2014. Reprodução

Os dois principais jornais franceses, Le Monde e Le Figaro, destacam, em suas edições deste sábado (2), uma reunião ocorrida na sexta à noite no Palácio do Eliseu em que o primeiro-ministro Manuel Valls alertou para um retorno das férias sombrio para a economia francesa. Os membros do governo foram aconselhados a não viajar a nenhum lugar com distância maior do que duas horas de vôo a partir de Paris.

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Tanto os números sobre o crescimento econômico quanto os do desemprego se anunciam bastante ruins. O crescimento deve ser menor do que o previsto e a deflação é o problema que mais inquieta o governo.

A manifestação do primeiro-ministro durante um seminário é vista pelos jornais como uma espécie de preparação da opinião pública para as más noticias que virão assim que as férias de verão acabarem, no final de agosto. O presidente François Hollande convocou o governo a fazer uma “pausa”, e não uma “paralisação”.

Ajuda aos cristãos do Iraque

O Le Figaro apresenta em sua manchete uma pesquisa exclusiva encomendada pelo jornal que aponta que dois em cada três franceses acham que o governo deve intervir para defender os cristãos que atualmente são perseguidos no Iraque.

Milhares de cristãos têm sido expulsos da cidade de Mossoul nas últimas semanas, após a cidade ter sido tomada por jihadistas islâmicos. No início desta semana, o chanceler francês Laurent Fabius havia afirmado que a França oferecerá asilo para os milhares que estão sendo obrigados a partir do Iraque.

Cocaína desaparecida

O caso da carga de 52kg de cocaína desaparecida da sede da polícia judiciária, em Paris, também tem grande repercussão nos jornais de hoje. “Escândalo na brigada de narcóticos” destaca a manchete do Aujourd’hui en France. O jornal diz que o episódio é um verdadeiro golpe para a imagem da polícia francesa. Ele destaca que o caso surge apenas três meses depois das acusações de estupro contra um grupo de policiais.
 

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