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Fato em Foco

Morte de Eduardo Campos balança campanha presidencial brasileira

Áudio 06:04
Marina Silva (e) é a vice da chapa do candidato à presidência Eduardo Campos (d), morto nesta quarta-feira em um acidente de avião.
Marina Silva (e) é a vice da chapa do candidato à presidência Eduardo Campos (d), morto nesta quarta-feira em um acidente de avião. REUTERS/ Ueslei Marcelino

A morte de Eduardo Campos, aos 49 anos de idade, chocou o Brasil. Mas além da violência do acidente, que tirou a vida do ex-governador de Pernambuco e das outras seis pessoas a bordo do avião que o transportava para o Guarujá, a catástrofe também representa um impacto no panorama político brasileiro, já que o ex-governador de Pernambuco era um dos principais candidatos para as eleições presidenciais de 5 de outubro.

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Segundo as pesquisas de opinião, Campos era apontado como o terceiro colocado na corrida pelo Palácio do Planalto, atrás da atual presidente Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB). Sua morte deve mudar a estrutura desse fim de campanha. Pois de acordo com o Código eleitoral brasileiro, em caso de morte de um candidato, o partido pode escolher um novo representante. No entanto, o contexto atual do PSB deixa dúvidas sobre a decisão que será tomada até o dia 15 de setembro, prazo final para apresentar um novo presidenciável.

Para Stéphane Monclaire, professor da Sorbonne especialista em política brasileira, a presidente Dilma Rousseff vai fazer tudo para impedir que o PSB apresente um novo candidato. “Eduardo Campos já levava muitos votos no nordeste, sua região natal. E, historicamente, desde as eleições de 2006, o essencial do voto Lula e Dilma é do nordeste, então a concorrência do ex-governador do Pernambuco era um problema para a petista. Então, a curto prazo, podemos dizer que Dilma é a primeira beneficiada pelo falecimento de Eduardo Campos”, comenta o cientista político.

O nome de Marina Silva, vice da chapa de Campos, é o primeiro cogitado. No entanto, a ex-senadora, que se destacou como candidata nas presidenciais de 2010, só se aliou ao PSB porque não conseguiu registrar seu próprio partido e, segundo Monclaire, a ambientalista tem vários inimigos dentro do PSB.

Mas para o especialista, o partido terá que agir rápido, de preferência antes do início do horário eleitoral gratuito, na próxima terça-feira (19). “Essa é uma oportunidade para o PSB lançar seu novo candidato. No caso de Marina Silva, ela já é conhecida para uma parte do eleitorado, mas deverá ser apresentada àqueles que não participaram do pleito de 2010”, ressalta. Além disso, segundo o especialista, o partido poderá aproveitar a visibilidade na imprensa. “Após o período de luto, todas as câmeras e microfones estarão voltados para o PSB, então é o momento de aproveitar dessa presença na mídia para tomar uma decisão rápida”, analisa.

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