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Violência/Estado Islâmico

Mãe de jornalista decapitado faz apelo pela vida de outros reféns

Um vídeo divulgado pelo grupo jihadista Estado Islâmico mostra o jornalista norte-americano James Foley sendo decapitado.
Um vídeo divulgado pelo grupo jihadista Estado Islâmico mostra o jornalista norte-americano James Foley sendo decapitado. REUTERS/Social Media Website via REUTERS TV

Diane Foley, a mãe do jornalista norte-americano James Foley, que aparece sendo decapitado em um vídeo do grupo extremista Estado Islâmico, pediu, em uma mensagem publicada nesta quarta-feira (20) no Facebook, que a vida de outros reféns seja poupada. A autenticidade do material e a morte do jornalista ainda não foram confirmadas pela Casa Branca.

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No Facebook, Diane Foley escreveu que seu filho sacrificou a vida para mostrar ao mundo o sofrimento do povo sírio e fez um apelo pela vida de outras vítimas do Estado Islâmico. “Imploramos para que os sequestradores poupem a vida de outros reféns. Como James, eles são inocentes e não têm nenhum poder sobre a política do governo norte-americano no Iraque, na Síria ou em qualquer outra parte do mundo”, publicou.

“Nunca estivemos tão orgulhosos de nosso filho”, escreveu Diane Foley. “Agradecemos ‘Jim’ por toda a alegria que ele nos deu. Ele foi um filho, um irmão, um jornalista e uma pessoa extraordinária”, completou a mãe do repórter.

Nesta terça-feira, o Estado Islâmico divulgou um vídeo na internet, intitulado de “Mensagem à América”, que mostra um homem mascarado supostamente degolando o jornalista James Foley em uma zona desértica não identificada. No mesmo material, outro repórter norte-americano, Steven Sotloff, é ameaçado de morte, caso os Estados Unidos não anunciem o fim dos bombardeios no norte do Iraque.

A Casa Branca informou que está verificando a autenticidade do material. “Se for verdadeiro, estamos horrorizados pelo assassinato brutal de um jornalista norte-americano inocente”, declarou o Conselho de Segurança dos Estados Unidos.

No Twitter, muitos jornalistas fazem um apelo para que os usuários não assistam ao vídeo da suposta execução do repórter. Para homenageá-lo, seus colegas pedem que o público compartilhe imagens de James Foley trabalhando.

Repórter experiente

James Foley, de 40 anos, cobriu o conflito na Líbia antes de começar a trabalhar na Síria, onde uma rebelião luta, há mais de três anos, contra o regime do presidente Bashar al-Assad. O experiente repórter produziu material para o site norte-americano de notícias, GlobalPost, para a agência France Presse (AFP), entre outros.

“Estamos horrorizados pela difusão do vídeo – que ainda não sabemos se é autêntico – e pela reivindicação do assassinato de James Foley", declarou o diretor-geral da AFP, Emmanuel Hoog.

O primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou nesta manhã que antecipou o retorno das férias devido às ameaças do Estado Islâmico. Ele deve voltar ainda hoje para Londres para discutir com o ministro das Relações Exteriores, Philip Hammond, com integrantes do ministério do Interior e com os serviços de segurança britânicos sobre a crise no Iraque.

Combates continuam no norte do Iraque

Combatentes curdos e soldados iraquianos, com apoio dos militares norte-americanos, mantêm a ofensiva contra os jihadistas no norte do Iraque. O exército sírio também combate os extremistas que ocuparam parte de seu território.

Os radicais islâmicos vêm perdendo terreno na região, especialmente depois da perda do controle da barragem de Mossul, considerada a vitória mais importante até o momento. De acordo com militares curdos, um bombardeio norte-americano atingiu ontem uma reunião dos jihadistas no local.

O Estado Islâmico, que anunciou no fim de junho a criação de um califado em uma região entre o Iraque a Síria, é integrada por rebeldes sunitas que lutaram contra as forças norte-americanas e iraquianas. Nos últimos anos, no entanto, milhares de combatentes árabes e estrangeiros foram recrutados pelos extremistas em todo o mundo.

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