Acessar o conteúdo principal
Imprensa

Alta do antissemitismo na França provoca imigração de judeus para Israel

Judeus ortodoxos caminham pelas ruas de Paris.
Judeus ortodoxos caminham pelas ruas de Paris. AFP PHOTO / MIGUEL MEDINA

O crescimento de casos de antissemitismo na França assusta a comunidade judaica na França. Dados revelados pelo ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, ao jornal Le Monde foram reproduzidos nos principais veículos do país nesse sábado. O número de atos e de ameaças antissemitas saltou de 276 no ano passado para 527 neste ano.

Publicidade

Os atos explícitos de antissemitismo cresceram 91% no acumulado dos sete primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Nessa categoria, entram ameaças, atos de vandalismo e violência. Diante desse panorama, as entidades judaicas na França pediram ajuda ao governo e se dizem muito preocupadas, revela Le Monde.

O jornal de esquerda Libération também traz a informação de que mais de 4.500 judeus franceses decidiram emigrar para Israel apenas neste ano. Esse dado é um recorde desde a criação do Estado de Israel. Até o final do ano, esse número pode chegar a 5.500. O recente conflito em Gaza aumentou a hostilidade contra os judeus que vivem na França, dizem os representantes dessa comunidade, mas a situação frágil da economia também é um argumento importante para deixar o país.

O jornal Le Figaro argumenta que o número de episódios de antissemitismo pode ser até maior. De acordo com o líder de um sindicato estudantil judaico, muitos membros nem prestam mais queixa à polícia. "Isso já se tornou muito banal", lamenta Sacha Reingewirtz, presidente da União de Estudantes Judeus da França. Segundo Reingewirtz, xingamentos na rua e nas redes sociais já se tornaram uma situação cotidiana.

Outros representantes judaicos ouvidos pelo jornal revelam ainda que há o aumento de um "forte sentimento de extrema direita", sobretudo nas universidades. "Cada vez mais estudantes assumem o voto na Frente Nacional. Antigamente, eles escondiam essa opção", afirma Alain Jakubowicz, presidente da Licra, uma entidade de defesa dos direitos dos judeus.

 

 

 

 

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.