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Morte de ecologista francês em confronto com a polícia fragiliza o governo

Capa dos jornais franceses Le Figaro, Aujourd'hui en France e Libération desta quarta-feira, 29 de outubro de 2014.
Capa dos jornais franceses Le Figaro, Aujourd'hui en France e Libération desta quarta-feira, 29 de outubro de 2014.

A polêmica sobre a morte de um manifestante ecologista francês, provavelmente provocada por uma granada lançada pela polícia no último domingo (26), domina os jornais franceses desta quarta-feira (29). O jovem Rémi Fraisse foi morto quando participava dos protestos contra a construção da barragem de Sivens, no departamento de Tarn, no sul da França. O drama acirrou a tensão com os ecologistas e fragiliza o governo, analisam os jornais.

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O jornal Libération informa que as investigações apontam um erro da polícia na morte do ativista. “Um tiro Fatal”: essa é a manchete ambígua do jornal de esquerda que indica que a morte do jovem pode ter também consequências no projeto de construção da barragem, que visa irrigar terras agrícolas.

Libération afirma que foi uma granada ofensiva, lançada pela polícia para dispersar os manifestantes, que matou o ativista de 21 anos. O jornal diz que nada justifica a morte de um jovem. A tragédia fragiliza o governo que, além do mais, demorou a dar os pêsames aos familiares da vítima. A construção dessa barragem, comprovadamente inútil, tem que ser cancelada, exige Libération.

Tensão entre ecologistas e governo

O drama reanimou a tensão entre os ecologistas e o governo, escreve Le Figaro. Antes mesmo de a Justiça ter apontado a polícia como provável responsável pela morte do ativista, o partido ecologista francês, ex-aliado do governo, denunciou a repressão policial contra os manifestantes. Para a ex-ministra Cecile Duflot, esse drama “mancha irremediavelmente a ação do governo”. O executivo francês se defende e “aponta a instrumentalização política” do caso, indica o jornal conservador.

Teme-se agora uma escalada do movimento contra a construção da barragem alerta Le Parisien. O tabloide informa que os próprios militantes ecologistas estão preocupados com a radicalização de grupos que aderiram ao movimento, como o Black Bloc. Mas os manifestantes que ocupam o local previsto para a construção da barragem estão mais determinados do que nunca e o projeto pode ser suspenso pelo governo, acredita Le Parisien.
 

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