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Linha Direta

Menos dividida, Alemanha comemora 25 anos da queda do Muro de Berlim

Áudio 05:27
Na capital alemã uma das atrações é a Ballonaktion, quando 8 mil balões brancos iluminados poderão ser vistos ao longo da antiga fronteira do muro.
Na capital alemã uma das atrações é a Ballonaktion, quando 8 mil balões brancos iluminados poderão ser vistos ao longo da antiga fronteira do muro. facebook.com/lichtgrenze/photos

Alemanha começa a comemorar nesta sexta-feira (7) os 25 anos da queda do Muro de Berlim, que ocorreu no dia 9 de novembro de 1989. O ponto alto das festividades será no domingo, dia da queda do Muro, que será celebrado com uma grande festa popular nos arredores do Portal de Brandemburgo.

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Para marcar a data emblemática, uma fileira de 15 km de extensão e com 8 mil balões brancos iluminados atravessa a capital alemã, passando por locais como o Checkpoint Charlie, antigo ponto de passagem entre a Berlim dividida, pelo Portão de Brandemburgo e pelo Parlamento alemão. A instalação percorre exatamente a linha onde ficava o Muro de Berlim.

Os balões serão acesos no começo desta noite. As pessoas vão poder percorrer esta fronteira luminosa, onde será exibida uma exposição a céu aberto contando histórias do Muro. Serão oferecidas também visitas guiadas de hora em hora por locais ligados as historias do Muro. Pessoas estarão contando fatos marcantes da divisão de Berlim, como as muitas fugas frustradas da Alemanha Oriental e aquelas que tiveram final feliz.

Haverá também corais e pequenas orquestras que farão concertos ao longo da instalação, entre outras atividades. No domingo, dia da queda do Muro os balões então serão soltos, subindo aos céus ao som da Ode a Alegria, a último trecho da Nova Sinfonia de Beethoven. A agenda de festividades também inclui a abertura de uma nova exposição no Memorial do Muro de Berlin da Rua Bernauer e um concerto especial da Filarmônica de Berlim.

No domingo, dia 9 de novembro, dia da queda do Muro, acontece uma grande festa popular ao redor do Portão de Brandemburgo. A celebração vai ter a presença da chanceler alemã, Angela Merkel, e personalidades, como o ex-líder russo Mikhail Gorbatchow e o ex-presidente polonês Lech Walesa. A televisão alemã vai transmitir a festa ao vivo.

Mesmo após 25 anos, a data continua sendo importante para os alemães

Essa data é como se fosse uma ferida na alma alemã. Tanto que o aniversário vem sendo lembrando há semanas na mídia alemã. Jornais, rádios, televisão apresentam encartes, reportagens especiais e uma programação especial, com documentários, testemunhos de época, histórias pessoais de quem viveu o muro, de famílias separadas dos dois lados da fronteira.

O mercado editorial alemão também está lançando uma série de novos livros contando histórias ainda inéditas daquela época e também com biografias ligadas ao Muro de Berlim, ao dia a dia da Alemanha Oriental, um país que não existe mais.

As diferenças entre os dois lados ainda resistem

De acordo com uma pesquisa recente, por exemplo, 63% dos berlinenses ainda veem diferenças entre quem vem do leste e quem vem do oeste. Em 2009 essa cota era de 76%. E 71% dos entrevistados afirmaram que se consideram do leste ou do oeste alemão.

Um dos exemplos dessas diferenças entre a população é que pessoas do leste se casam, em média, mais cedo do que as do oeste. Mesmo entre os mais jovens, essa tendência existe. 62% dos jovens entre 14 e 29 anos disseram que ainda se definem como alemães do leste ou do oeste. Isso sem falar nas diferenças econômicas, que ainda existem, embora cada vez menos. O leste ainda é mais pobre que o oeste, população ganha menos no leste que no oeste. Embora a diferença não seja mais tão gritante quanto décadas atrás.

 

 

 

 

 

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