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Imprensa critica decisão da Justiça que provocou protestos raciais em Ferguson

Capa do jornal francês Libération desta quarta-feira, 26 de novembro de 2014.
Capa do jornal francês Libération desta quarta-feira, 26 de novembro de 2014.

Os protestos violentos nos Estados Unidos, após a decisão da Justiça de não indiciar um policial branco que matou um jovem negro desarmado, são analisados pelos jornais franceses desta quarta-feira (26). A imprensa francesa toma posição e critica a decisão da justiça americana.

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“Injustiça”, essa é a manchete de Libération desta quarta-feira. O diário publica em sua capa uma grande foto de manifestantes negros que saíram às ruas na terça-feira (25), em todo o país, indignados com a decisão do júri de Saint Louis.  O policial branco que matou a tiros o jovem Michael Brown, que estava desarmado, em Ferguson, no estado de Missouri, não será processado.

O reconhecimento pelo júri de que o policial Darren Wilson agiu em legítima defesa foi o estopim para a onda de protestos, alguns violentos. O caso mostra que os Estados Unidos ainda não conseguiram ultrapassar suas divisões raciais.

Ferguson, onde 70% da população é negra e pobre, se transformou na imagem de toda a nação e está a léguas de distância da América pós-racial sonhada por Barack Obama, decreta Libération.

Crimes frequentes

Le Parisien informa que crimes como o de Ferguson acontecem em média duas vezes por semana no país. Apesar de surpreendente, este dado pode ainda estar subestimado. Nenhuma lei americana obriga os policiais a informarem seus crimes, aponta o tabloide.

Entrevistado pelo jornal, um líder do movimento negro americano declara que apesar das cenas de violência, uma nova geração apareceu após a morte de Michael Brown e que seu combate vai se frutificar. “Não deixaremos nenhuma forma de violência atrapalhar nosso combate”, garantiu Cornell William Brooks, presidente da NAACP, a maior organização afro-americana do país.

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