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Imprensa

Marine Le Pen e Sarkozy são eleitos em seus partidos e agora miram a presidência

Capa dos jornais Libération, Aujourd'hui en France, Le Figaro e Les Echos desta segunda-feira.
Capa dos jornais Libération, Aujourd'hui en France, Le Figaro e Les Echos desta segunda-feira. Reprodução

A política francesa é o grande destaque dos jornais franceses desta segunda-feira (1), com a eleição da líder da extrema-direita Marine Le Pen, que foi reconduzida ao comando da Frente Nacional por unanimidade. Ela era a única candidata à presidência do seu partido e, sem nenhum obstáculo interno, agora mira a eleição presidencial de 2017.

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Segundo o jornal Les Echos, no seu discurso ontem, Marine Le Pen disse que está pronta para enfrentar François Hollande ou Nicolas Sarkozy no segundo turno. "Eles são o mundo velho. Nós somos o futuro", disse diante dos seus militantes.

O jornal Aujourd'hui en France também destaca a liderança incontestável de Marine Le Pen na extrema-direita. O jornal escreve que ela é a única capitã a bordo. No discurso de encerramento do congresso da Frente Nacional, Le Pen disse ainda que o seu partido é o único a não ter nenhuma responsabilidade pelo "declínio da França".

Em tom de provocação, ela disse que os adversários terão que lutar por um lugar no segundo turno, porque o dela, já está assegurado.

Sarkozy também eleito

Outro vencedor deste fim de semana foi o ex-presidente Nicolas Sarkozy, conduzido à presidência do UMP, o principal partido da oposição na França. Agora, mais do que nunca, ele sai na frente para ser o candidato do partido à eleição presidencial de 2017.

Mas, ao contrário de Marine Le Pen, se quiser ser candidato, Sarkozy terá muito trabalho pela frente para organizar o partido. Essa é a avaliação do jornal Le Figaro. O novo presidente do UMP encontra um partido bastante dividido. E, apesar de ter ganhado a chefia do UMP com 64,5% dos votos, isso não significa que ele é o único a ter chances de disputar a corrida presidencial daqui a dois anos e meio.

Segundo o jornal, Sarkozy sabe disso e, por isso mesmo, uma das suas primeiras medidas foi a de criar um conselho com os ex-primeiro ministros do partido. Ele também deve delegar funções, dando espaço para a ala mais jovem do partido.

Segundo o jornal Libération, Sarkozy não é mais aquele dos tempos da presidência, em que ganhou o apelido de hiperpresidente. Agora ele é obrigado a engolir alguns sapos e a ter que fazer concessões para inimigos políticos dentro do seu próprio partido. Em tom irônico, o Libé escreve que o "traje presidencial de Sarkozy encolheu".

Oposição interna no UMP

Além da oposição interna, o ex-presidente tem ainda que lidar com vários escândalos financeiros que abalaram o seu partido recentemente. Na avaliação do jornal, ele também terá que escolher um discurso político coerente se quiser voltar ao Palácio do Eliseu. Em 2012, ele flertou com o eleitorado da extrema-direta. Mas, a partir de agora, o "novo Sarkozy" terá que adotar um discurso mais próximo ao centro.

O problema, diz o jornal, é que Sarkozy quase sempre cede à tentação da demagogia. Um exemplo é que ele prometeu aos militantes que fará de tudo para alterar a lei que autoriza o casamento gay na França.
 

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