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Companhias aéreas prevêm lucros recordes em 2015 com queda do petróleo

Capa do jornal francês Les Echos desta quinta-feira, 11de dezembro de 2014
Capa do jornal francês Les Echos desta quinta-feira, 11de dezembro de 2014

Com a manchete "O jackpot petrolífero das companhias aéreas", o jornal econômico Les Echos desta quinta-feira (11) destaca a previsão de lucros recordes das empresas de transporte internacional devido à redução drástica do preço do barril de petróleo. Há expectativa de aumento de tráfego aéreo e passagens aéreas mais baratas para os consumidores.

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Nos últimos seis meses, o preço do barril de petróleo despencou 44% e seus efeitos concretos começam a surgir, escreve Les Echos. As companhias aéreas vão registrar lucros recordes no ano que vem, anunciou nesta quarta-feira (10) a Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA). De acordo com o jornal, o impacto será gradual porque muitas empresas fizeram seguros para se proteger da oscilação de preços, mas farão economias de, no mínimo, US$ 16 bilhões.

A IATA acredita que a queda do valor do petróleo vai provocar um aumento do tráfego aéreo porque os preços das passagens devem diminuir, acompanhando a queda dos gastos com combustíveis.

Enquanto o preço do barril cai, a rentabilidade das companhias decola, escreve o jornal, afirmando que o lucro por passageiro passará de US$ 6,02 em 2014 para US$ 7,08 no ano que vem.

Petrolíferas cortam gastos

A economia mundial ganha com isso, segundo Les Echos. Por outro lado, as companhias petrolíferas apertam os cintos. A British Petroleum anunciou na quarta-feira (10) um plano para economizar US$ 1 bilhão e vai rever vários projetos de desenvolvimento. No dia anterior, a ConocoPhilipps já havia anunciado uma redução de 20% de seus investimentos.

Les Echos lembra que os especialistas reduziram suas previsões para 2015 depois da decisão da OPEP de manter seus níveis atuais de produção, mesmo com a queda constante do valor do barril nos últimos meses. Na quarta-feira, o barril de brent foi cotado a US$ 63,95, o valor mais baixo dos últimos cinco anos.

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