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Linha Direta

Sanções americanas e reaproximação de EUA e Cuba abalam a Venezuela

Áudio 05:06
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atacou as medidas que foram aprovadas pelo Senado dos EUA .
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, atacou as medidas que foram aprovadas pelo Senado dos EUA . REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

As notícias dos dois últimos dias pegaram de surpresa a Venezuela. Primeiro, foi a reaproximação entre Cuba, seu grande aliado, e os Estados Unidos, seu maior inimigo. No final da tarde desta quinta-feira (18), o presidente Barack Obama assinou sanções contra funcionários do governo venezuelano. Para piorar, o país também teve a nota da sua dívida rebaixada por uma agência de notação de riscos.

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A semana na Venezuela foi marcada por más notícias. O mais novo golpe veio de Washington. Ontem, o governo americano anunciou uma série de sanções contra funcionários do governo venezuelano. O presidente Nicolás Maduro usou as redes sociais para criticar a decisão de Washington. “Repudio as insolentes medidas tomadas pela elite imperial dos Estados Unidos contra a Venezuela”, disse Maduro.

As sanções assinadas por Obama são uma represália a funcionários do governo da Venezuela que estariam envolvidos com a violação dos Direitos Humanos durante os violentos protestos que aconteceram aqui no país no início do ano e que deixaram o saldo de 43 mortes. Estes funcionários, originalmente 56, terão os vistos de visita suspensos, além do congelamento de ativos nos Estados Unidos.

Venezuela foi surpreendida por reaproximação entre Cuba e EUA

Rumores apontam que o governo foi realmente surpreendido pela retomada de laços diplomáticos entre Cuba e os EUA. Também paira uma dúvida no país: Maduro sabia ou não dos planos da aliada Cuba em reatar relações com os Estados Unidos? Vale lembrar que, há poucos dias, Maduro esteve em Havana, onde se reuniu com Raul Castro. Será que Cuba não informou ao seu principal aliado que tomaria esta decisão histórica? Ou será que a ilha avisou e Maduro não entendeu?

Independentemente disso, especialistas apontam que a gravidade da crise econômica venezuelana foi um dos fatores que levaram Cuba a se reaproximar dos Estados Unidos. A ilha era beneficiada pela generosidade de Caracas no envio de petróleo e outros produtos que ajudavam a economia cubana.

A reaproximação entre Cuba e EUA acontece em um momento deliciado das relações entre Caracas e Washington, o que pode significar um isolamento político para a Venezuela.

Sobre o assunto, o presidente venezuelano classificou como “um ato de valentia de Obama e que este passo foi talvez o mais importante da presidência do americano”.

Venezuela tem nota da dívida rebaixada

A agência de notação de riscos Fitch rebaixou a nota de crédito da dívida da Venezuela da categoria B para CCC. Isto significa que o país está em uma posição igual à da Ucrânia no quesito dívida internacional e que pode ir a calote.

A partir de agora, vai ficar mais caro para o governo venezuelano pagar os empréstimos internacionais, pois os juros ficaram altos. O grave cenário da queda de 40% do preço do petróleo também piora a situação.

Analistas afirmam que 2015 será um ano crucial para o país, já que o governo vai ter menos dólares para pagar as contas já contraídas e as novas importações. Atualmente, 70% do que é consumido na Venezuela vem de outros países. Ou seja, a escassez de alimentos, medicamentos e produtos básicos deve se agravar.

 

 

 

 

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